Alongamento Passivo Estático ou Alongamento Ativo, eis a questão…

Uma das dúvidas mais recentes dos corredores tem como figura central o Alongamento. Afinal, devemos ou não alongar antes do treino ou da corrida? O Master EXS Hugo Rosa (exs.com.pt) aborda este tema em dois artigos (o segundo será publicado na próxima semana). E é essencial ler ambos, já que muitas pessoas estão a comprometer a sua saúde…

 

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Qual a importância do alongamento antes da corrida? Qual o seu objetivo?
Primeiramente é importante definir o que é um alongamento e que tipos de alongamentos existem.
Alongamento é definido como «… o aumento da distância entre dois pontos de um determinado material…» (Freitas, 2010). No músculo, sempre que existe um afastar das suas inserções nos segmentos ósseos, é considerado um alongamento o lado oposto da articulação que se move. Por isso, cada repetição de um exercício de força é considerado um alongamento.

Mas a verdade é que há uma diferença substancial entre o Alongamento Passivo Estático, praticado por milhões de pessoas nos seus treinos, e o Alongamento Ativo…
Um Alongamento Passivo Estático é toda uma acção que provoca distanciamento das inserções musculares por meio de uma força externa até à obtenção da amplitude articular máxima (Freitas,2010) que, ao encontrar o limite, mantém-se num período de 20 a 30 segundos durante 2 / 3 repetições.
Um Alongamento Ativo é todo este movimento controlado exclusivamente por forças musculares voluntárias, “Agonistas-Antagonistas”.
Há portanto uma grande diferença entre mobilidade e flexibilidade. Estes são alguns “supostos benefícios” com o treino de Flexibilidade:

– Aumento da amplitude de movimento

– Aumento dos níveis de força

– Prevenção de lesão musculares

– Melhor desempenho desportivo 

– Redução de dores musculares

Numa revisão realizada por M. Hugh e Cosgrave em 2010 em efeitos agudos do alongamento nos níveis de força, ambos concluíram que existem perdas significativas de força. Mas há mais… Num estudo recente de 2013, Moreside e McGill chegaram a conclusão que «a amplitude ganha passivamente não se transfere para padrões de movimento funcional».

Ou seja…
Ou seja, e na sua maioria, os estudos mais recentes sobre o Alongamento Passivo Estático demonstram claramente não haver relação entre a prática e uma menor incidência de lesão.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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