A importância dos objetivos traçados na corrida

objetivos

No último artigo, Vanda Pinto abordou a temática da motivação como a chave para o foco na corrida. Os estudos efetivamente indicam que, quando os atletas apresentam níveis de motivação muito específicos podem atingir grandes sucessos, o que faz com que desenvolvam positivamente características como a autoestima e a autoconfiança. No entanto, se os resultados começam a ser menos positivos, sentimentos como a frustração e desmotivação são inevitáveis, funcionando como uma forma de proteção, tanto físico como emocional.

 

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De forma a evitar o supracitado, o atleta deve definir objetivos realistas, maximizando a oportunidade de os atingir. Para além disso, os objetivos que traça podem ser os seus melhores amigos ou… os piores inimigos!

Quando os objetivos do atleta dependem do seu próprio sucesso, sejam eles a melhoria de um tempo ou alcançar um obstáculo pessoal, pode ajudá-lo a focar-se no que realmente importa – ele. Desta forma, o atleta tende a procurar novos desafios e a colocar mais esforço nos treinos, maior persistência e interesse, bem como mantém os níveis de motivação elevados.

Por outro lado, quando os objetivos passam por demonstrar as melhorias da sua performance em comparação com outros corredores, ou obter a aprovação de alguém significativo, geralmente, o atleta sente constante necessidade de mostrar as suas capacidades, de forma a ser notado pelos demais. Devido à impossibilidade de controlar o seu desempenho bem como as opiniões dos outros, os atletas que se focam nestes objetivos tornam-se demasiado vulneráveis.

Em termos conclusivos, os atletas que se sentem satisfeitos com todas as pequenas conquistas pessoais nos treinos e nas provas podem ter a flexibilidade suficiente para atingir os seus objetivos, tornando-se mais fiéis aos resultados positivos. Contrariamente, os atletas que se sentem realizados em realizar a tarefa melhor do que os outros experimentam rapidamente os fracassos que vão certamente acontecer, sendo tipicamente vistos como pouca adequação ao desporto que se pratica e, posteriormente, remediado pela aplicação de mais esforço de treino.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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