A importância da ansiedade na perfomance do corredor

dormir

Que atleta não sente ou sentiu ansiedade antes ou durante algumas provas, questiona a especialista Vanda Pinto. Facilmente ouvimos os corredores a falar naquela dor de barriga quando pensam que a prova está a chegar ou que sentem dificuldades para adormecer na noite ou nos dias anteriores à mesma. Importa referir que sentir ansiedade é absolutamente normal e pode até ser positiva, pois faz com que a pessoa esteja em alerta para situações que exigem maior atenção e dedicação. Ao invés de pensarmos que é algo que só nos prejudica, uma vez que pode bloquear a nossa ação, a ansiedade também faz com que o atleta se prepare para o desafio que se avizinha.

 

A ansiedade, quando não controlada, apresenta consequências:

Psicológicas: dificuldade de concentração e pensamentos derrotistas que, por conseguinte, provocam o medo de falhar, diminuindo a motivação do atleta. Tudo isto faz com que a ansiedade aumente e, em casos extremos, o atleta pode mesmo perder o controlo, originando uma crise de ansiedade ou ataque de pânico;

Fisiológicas: ocorre uma liberação de hormonas e neurotransmissores que aumentam frequência cardíaca, o que, em excesso, pode prejudicar a coordenação muscular e o controle de gasto de energia.

Todavia, o contrário também não é benéfico, uma vez que, quando o atleta não sente qualquer tipo de ansiedade, pode não estar em alerta a nível psicológico, o que faz com que, automaticamente, a nível fisiológico, os seus músculos não estejam preparados para desempenhar a prova.

Então como se pode controlar a ansiedade?

Saber controlar a ansiedade pode ser crucial no desempenho da prova, independentemente se o objetivo é fazer o melhor tempo, superar-se a si próprio, chegar à meta, acompanhar o grupo, etc.

O ponto de equilíbrio vai-se adquirindo com a experiência e a sensibilidade de cada atleta. O importante é que o atleta esteja consciente do que foi supracitado e aprenda a interpretar a ansiedade como algo favorável para a prova. Geralmente, esta ansiedade vai passando conforme os quilómetros avançam.

Desta forma, é de fácil compreensão que não se foque na ansiedade como algo mau, mas sim como uma aliada, valorizando-a e controlando-a, de forma a que não seja um obstáculo no que respeita aos objetivos desejados.

No artigo seguinte vou abordar a importância da respiração diafragmática durante a corrida, podendo ser mais um trunfo para os atletas poderem controlar a ansiedade.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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