Luís Pereira: «Temos sucesso na Wings for Life devido ao espírito muito próprio do português: humildade, sofredor e trabalhador»

Devido a sua participação na Maratona de Viena, Luís Pereira não conseguiu realizar uma preparação específica para a Wings for Life World Run, mas isso não o impediu de vencer a etapa de Taiwan, um triunfo que serviu para esquecer a desilusão do resultado alcançado em terras austríacas.

 

Realizou uma preparação especial para a corrida?
Não tive oportunidade de levar a cabo uma preparação específica para a Wings for Life World Run, mas acabei por aproveitar tudo o que foi feito para a Maratona de Viena, que teve lugar 15 dias antes, onde fui o sexto europeu numa prova menos positiva para mim.

Portugal consegue todos os anos alcançar bons resultados na prova. Tem alguma justificação?
Portugal tem vindo a ter representantes vencedores de ambos os géneros, penso que tenha muita justificação no espírito muito próprio do português: humildade, sofredor e trabalhador. São valores que são a chave do sucesso da nossa comunidade espalhada pela diáspora e que, neste tipo de eventos, são um valor acrescentado.

Luís Pereira não compreende como a Wings for Life World Run não é realizada no nosso país

O que achou do triunfo da Vera Nunes?
A Vera Nunes tem provas dadas na Wings for Life World Run e na Maratona, não foi nenhuma surpresa para mim ela ter ganho, sendo assim de todo merecido o número um global. É uma prova que lhe encaixa que nem uma luva! Espero que possa continuar a vencer!

Gostaria que a prova regressasse novamente ao nosso país no próximo ano? E onde?
É certamente um desejo que é partilhado por muita gente. É incompreensível, com a qualidade que Portugal tem oferecido à prova, que não haja uma edição no nosso país.
Quanto ao local, o local original para mim tem um significado especial porque é a minha “pista de treino”, não será parcial a minha opinião… Gostava que fosse novamente no Porto.

Luís Pereira acarinhado pelos participantes da etapa da Wings for Life World Run em Taiwan
Luís Pereira acarinhado pelos participantes da etapa da Wings for Life World Run em Taiwan

Onde pretende correr no próximo ano? E porquê?
O próximo local sairá novamente depois de uma decisão conjunta, se bem que eu tenha um em mente… Mas para já nada está decidido.

E conseguiria dar 10 conselhos para um corredor vencer a Wings for Life World Run?
Uma pergunta bem difícil de responder… Penso que, em vez de 10 conselhos, possa oferecer o melhor: querer muito! Quem muito quer, luta e tem!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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