A White Continent Marathon foi «ainda mais mental» para Filipa Elvas

Apesar do forte vento, a rondar os 40 km/h, e do inesperado nevão, a assistente de bordo da TAP Filipa Elvas acreditou a meio da Maratona que poderia vencer a “White Continent Marathon”, na Antártida, uma prova que está no Top 5 das 16 corridas que já terminou da distância.

 

Quando teve a certeza de que poderia vencer a “White Continent Marathon”?
Apesar de ter sido uma prova muito fria, ventosa e adversa, acredito que, a meio da Maratona, acreditei que poderia alcançar a vitória.

E qual foi a estratégia que utilizou para a corrida?
Foco no máximo, do primeiro ao último segundo.

Correr a White Continent Marathon tem destes privilégios...
Correr a White Continent Marathon tem destes privilégios…

E conseguiu manter a estratégia ao longo de toda a prova?
Sim, mantive tudo igual ao longo da corrida, sem me desviar um segundo do meu pensamento. Foco no máximo!

A segunda colocada ficou a que distância da Filipa?
Os resultados de todos os atletas só são publicados no site da prova daqui a uns dias, quando a organização chegar aos Estados Unidos.

O Top 5 de Filipa Elvas

Esta foi uma das provas mais significativas da sua carreira?
São todas muito especiais, mas esta foi realmente muito marcante… Foi “ainda mais mental” do que todas as anteriores.

O que poderia falar da prova do Manuel Machado, que venceu a corrida dos 50 quilómetros, trazendo para Portugal uma nova vitória no evento? Chegaram a correr juntos ao longo do percurso comum das duas provas, por exemplo?
Ele é o melhor corredor que conheço, mas nunca corremos juntos. Corro sempre sozinha, em silêncio.

Tem 16 Maratonas concluídas na sua carreira, algumas em locais que muitos sonham em estar um dia, seja a correr, seja apenas de visita. Poderia escolher o seu Top 5?
Maratona Helsínquia 2011, Maratona da Muralha da China 2013, Maratona Polar Circle 2013, Maratona Vale Sagrado dos Incas 2016 e agora a Maratona da Antártida. Todas foram especiais pela forma como as vivi, pelos pensamentos que mantive em cada uma delas ao longo dos 42 quilómetros.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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