Vítor Oliveira correu 107 km/semana para a Maratona de Sevilha

Atleta que podemos encontrar com alguma frequência no Centro de Marcha e Corrida de Odivelas, Vítor Oliveira, da Associação Vale Grande, de Odivelas, foi o melhor português da Maratona de Sevilha. Para isso, cumpriu “in loco” o programa estipulado pelo treinador André Filipe, que apresentava uma média de 107 km por semana, num trabalho que começou “de verdade” em outubro último.

 

Como qualifica a Maratona de Sevilha?
Esta foi a minha primeira Maratona e portanto não tenho base de comparação com outras corridas e locais. Mas, no geral, gostei muito da prova.

A Maratona de Sevilha é uma das provas estrangeiras que conta com mais portugueses. Qual a sua explicação para esse dado? Proximidade? O percurso plano? O tempo?
Acho que a proximidade conta muito. Por exemplo, falaram-me maravilhas da Maratona de Valência, que está uns furos bastante acima da organização de Sevilha. No entanto, e viajando de carro, estamos a falar do dobro da distância. O facto da Maratona ser bastante plana poderá ter influência em algumas pessoas mas acho que não é um factor de decisão (a Maratona da Europa promete ser ainda mais plana). Acho que, ao longo dos anos, se tornou tradição ir à Maratona de Sevilha para os portugueses. E talvez por a mesma ser plana, por não ser particularmente cara, as condições meteorológicas ótimas, a proximidade, a data de realização… É tudo uma boa combinação para experimentar uma prova fora de portas. E claro, não posso deixar de referir o público: que loucura!

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Quais as principais dificuldades do percurso, na sua opinião? E os mais benéficos?
Sinceramente, acho que se pode dizer que esta prova não tem dificuldades. Claro que o percurso não é 100% plano, mas é praticamente impercetível “sentir” as ruas que têm inclinação. Este ano houve mudanças no percurso e, pelos vistos, teve o seu impacto, pois foram batidos os recordes masculinos e femininos da prova.

Poderia falar sobre a sua preparação para a prova? Um pequeno resumo do que fez, quantos km por semana, quantos treinos longos, quanto tempo de preparação, etc.
A minha preparação para a Maratona foi o principal foco desde Agosto mas pode-se dizer que o verdadeiro treino só começou realmente em Outubro. Desde aí, fiz mais de 2000 km, com uma média de 107 km por semana. Números apenas simpáticos para quem trabalha e apenas faz da corrida um hobbie mais a sério! Treinos longos foram praticamente todas as semanas, com apenas dois acima dos 30 km. Infelizmente, a três semanas da prova, tive praticamente uma semana sem treinar por causa de uma gripe que me deitou completamente abaixo e acabei por falhar o treino programado de 35 km.

Próximos desafios?
Sinceramente ainda não tenho nada definido. Sei de algumas provas que gostaria de fazer até final da época, mas o desafio imediato é ter juízo e descansar o corpo, pois ainda faltam muitos meses para a época acabar. Veremos o que o futuro me reserva!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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