Vera Nunes: «Vitória global na Wings for Life não estava na minha cabeça com a corrida que estava a fazer»

Vera Nunes correu menos do que nos anos anteriores, mas foi este ano que ganhou a nível mundial a Wings for Life World Run. No terceiro dia d´«A Semana Power Girl», a portuguesa confessa a sua incredulidade com o triunfo alcançado em Munique.

 

Ficou muito surpresa por ter ganho a nível global a Wings for Life World Run? Curiosamente, correndo menos do que nos anos anteriores…
No ano passado escolhi uma etapa com o intuito de ganhar a nível mundial mas tive uma concorrência mais forte do que o esperado. Fui segunda na cidade de Santiago do Chile e terceota a nível mundial. Este ano participei sem esse objetivo, até porque não me sentia recuperada da Maratona que tinha feito no passado dia 22. Quando cheguei aos 40 km parecia-me que seria difícil não ganhar a prova, em Munique. Como o calor e o cansaço era muito, reduzi o ritmo. Na minha cabeça a vitória, a nível global, não era uma hipótese, não com a corrida que estava a fazer.

A felicidade de Vera Nunes por ter ganho a nível mundial a Wings for Life
A felicidade de Vera Nunes por ter ganho a nível mundial a Wings for Life

Não sendo um triunfo numa prova “normal”, qual a importância deste triunfo para a sua carreira?
O Atletismo é muito importante para mim, é o que gosto de fazer, mas não deixa de ser um hobby. Não sei o impacto que esta vitória poderá ter, mas, na minha opinião, isto é tudo muito passageiro. Num futuro próximo será apenas uma boa recordação.

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Venceu a nível global devido a pouco mais de 50 metros. Tinha essa noção aquando da aproximação do “Carro Meta” ou apenas soube depois que tinha ganho?
Durante a corrida não tinha informação de nada. Como disse, a partir de uma certa altura ia numa corrida controlada, à espera do “Carro Meta”. Só quando terminei é que disseram que era possível que tivesse ganho, mas tinham de confirmar. E, naquele momento, só estava à espera que me viessem dizer que ainda havia uma mulher em prova. Mas, pouco depois, vieram com a faixa e disseram que eu era a vencedora global. Eu fiquei incrédula.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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