Vera Nunes gostaria que a Wings for Life regressasse ao Porto apesar de ser de Lisboa

Vencedora a nível global da Wings for Life World Run, Vera Nunes espera que, no próximo ano, a prova regresse ao Porto, apesar de ser de Lisboa. A portuguesa agradece ainda o trabalho do seu treinador, António Sousa, «quem prepara, planeia e analisa» as corridas.

 

O que tem de especial a Wings for Life World Run, já que é uma corredora assídua nesta iniciativa?
Esta corrida é um desafio diferente. Todo o ambiente, o propósito da participação… Acho que todas as pessoas que a fizeram percebem isto e, de alguma forma, ficam presas à causa.

Vera Nunes, a vencedora a nível global da Wings for Life de 2018
Vera Nunes, a vencedora a nível global da Wings for Life de 2018

Mais uma vez teve o treinador ao seu lado. Qual a importância de correr com o António Sousa?
Correr com o António ao meu lado é deixar de pensar e correr. Ele controla o ritmo, os abastecimentos. Ou seja, facilita em muito a minha corrida.
Ele é o grande responsável deste meu percurso na Wings for Life World Run. É ele quem prepara, planeia e analisa as melhores hipóteses. Nas últimas três edições corremos sempre juntos. No Porto correu muito bem, ganhámos os dois; a opção de ficar comigo para me ajudar no Chile custou-lhe a vitória; já em Munique tínhamos mais um elemento e cedo o António nos largou para ficar no grupo da frente, terminando em terceiro. Fique com o Nuno Romão, que foi uma grande ajuda até o calor e a desidratação o ter deixado correr.

Vera Nunes destaca o papel dos portugueses ao longo da História da Wings for Life World Run

Portugal consegue todos os anos alcançar bons resultados na prova. Há alguma justificação para isso?
Portugal está espalhado pelo Mundo e os portugueses fazem coisas incríveis, gostam de desafios. Este resultado é a prova disso.

Gostaria que a prova regressasse novamente ao nosso país no próximo ano? E onde?
Claro que gostaria de ter a prova de volta a Portugal. Apesar de a minha cidade ser Lisboa, gostei muito da corrida do Porto. A organização esteve muito bem. Se voltasse ao Porto sei que estaria muito bem entregue.

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Onde pretende correr no próximo ano? E porquê?
Todos os anos existem menos cidades que organizam a prova… Neste momento não tenho ideia de que cidade escolher, mas o Mundo é tão grande e obviamente que há muitos países onde gostaria de correr.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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