Vera Nunes lamenta atitude dos mais jovens

A obsessão das 2h00 na Maratona, a corrida no nosso país, a força da elite feminina nacional, os planos para o futuro. No quarto dia d´«A Semana de sonho em Zurique», Vera Nunes deixa um recado: «Dá pena não ver mais atletas jovens a empenharem-se em melhorar.»

 

Qual a sua opinião sobre a obsessão das 2h00 na Maratona masculina? Marketing ou um desafio que faz movimentar os atletas?
Sem dúvida é uma estratégica de marketing, mas isso não torna o desafio menos interessante. Quem gosta da modalidade está com certeza curioso para ver o resultado de toda esta preparação. Eu pelo menos estou…

LEIA TAMBÉM
Vera Nunes: «Maratona de Zurique é uma boa prova para tentar bater recordes pessoais»

Acredita que a marca poderá cair no Autódromo de Monza? Pretende acompanhar a prova?
Não acredito que seja uma marca impossível. Vamos estar de olhos postos no Kipchoge. É claro que gostaria de acompanhar a prova, mas como ainda não se sabe o dia certo, não sei se conseguirei ver, pois é possível que esteja em competição.

Como analisa a corrida no nosso país?
A minha análise é muito pessimista, principalmente no que respeita ao meio fundo e fundo. Quando olhamos para as marcas que são feitas hoje em dia não podemos ficar satisfeitos, salvo algumas exceções. Dá pena não ver mais atletas jovens a empenharem-se em melhorar para atingir resultados que, em épocas passadas, vários portugueses conseguiram obter.

LEIA TAMBÉM
Vera Nunes reconhece a importância da «lebre de luxo»/treinador António Sousa

Mas a verdade é que o setor feminino é hoje muito mais forte do que o setor masculino nas grandes distâncias. Há alguma razão para isso?
Felizmente que temos a exceção no setor feminino. Temos grandes atletas que levam as cores de Portugal a provas internacionais de grande importância e com boas prestações. Não sei qual a explicação do mesmo não acontecer no setor masculino. Será que o empenho delas é maior?

Próximas provas e desafios? Qual a sua principal meta este ano depois de melhorar o seu tempo pessoal na Maratona?
O próximo desafio é já em maio, correr a Wings for Live Run. Mais para o final do ano, se possível, pretendo correr outra Maratona e tentar bater o tempo de 2h34m22. É isto que move um atleta, tentar fazer sempre melhor.

LEIA TAMBÉM
Maratona ainda deixa Vera Nunes desconfiada

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos