Uma noite diferente na Marginal de Oeiras

Uma das principais provas do calendário nacional, a Marginal à Noite realiza-se este sábado, às 21h30. O vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Carlos Morgado, falou com os CORREDORES ANÓNIMOS sobre a expetativa para a prova, que tem a curiosidade de permitir aos participantes correrem com ou sem chip, algo que acontece há dois anos.

 

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Mais uma edição da Marginal à Noite. Este ano, o que podemos esperar da prova? Quais as principais novidades?
É verdade, já vamos na 12.ª edição e podemos esperar mais uma grande corrida, num ambiente único como é a Marginal de Oeiras. Este ano temos como principal novidade a parceria com a Puma, que será responsável pela T-shirt técnica que todos os participantes irão receber. Outra diferença foi no relacionamento com os participantes, que foi para além do dia do evento. Desde Março que mantivemos uma interação com os atletas através da página do Facebook do evento, onde realizámos muitos passatempos, com ofertas dos nossos parceiros. Mas não terminaram as novidades, já que haverá ainda outras, em particular nas animações, mas essas ficam reservadas para o dia da prova.

A Marginal à Noite já é uma das clássicas do país. Como explicam a aceitação pública da prova?
O conceito da Marginal à Noite assenta num clima de festa e de alegria através da corrida. Tem uma distância acessível (8 km) e consegue juntar gerações, mais e menos treinados, famílias. Na verdade, pretende-se que seja uma festa e uma celebração da corrida e da prática desportiva, num cenário ímpar da frente ribeirinha de Oeiras, numa pista pouco habitual para os corredores – a Estrada Marginal -, que acontece numa noite de verão. Ainda por cima, a Marginal à Noite é o culminar das Festas de Oeiras, terminando com o tradicional fogo de artifício, que ajuda à adesão das pessoas a este evento. É a festa da corrida e o culminar das Festas de Oeiras! Estes, por si só, acreditamos que são argumentos mais do que suficientes para gerar uma ampla aceitação do público e que constituem um fator distintivo e uma marca própria que fazem a Marginal à Noite elevar-se no cenário das inúmeras corridas populares de estrada que acontecem, todos os meses, na área da Grande Lisboa.

Como surgiu a ideia da prova?
A ideia inicial surgiu com o Oeiras Sport Clube, entidade que propôs, ao Município de Oeiras, a organização do evento. Assim, em 2004, teve o evento a sua primeira edição, nos moldes em que se conhecem hoje. Na altura existiam ainda poucas corridas populares noturnas – caso típico das várias São Silvestres e da Corrida das Fogueiras, em Peniche – mas tinham uma larga aceitação por parte do universo dos corredores de pelotão. Por outro lado, a única corrida popular que tinha lugar na Estrada Marginal, na frente ribeirinha de Oeiras, era a Corrida do Tejo. Pensou-se então, e bem, aliar os dois conceitos e fazer uma corrida noturna que tivesse lugar na Estrada Marginal. Assim nasceu a Marginal à Noite.

Um breve resumo da prova, desde o seu início?
Como afirmei anteriormente, a Marginal à Noite teve início em 2004 e assim continuou até ao ano de 2010. A partir de 2011, considerando as crescentes necessidades de recursos e as naturais limitações de um clube de estrutura voluntária, o Município de Oeiras assumiu diretamente a organização da prova, promovendo um crescimento continuado do evento, aumentando a sua notoriedade e fazendo desta uma das corridas populares de estrada mais reconhecidas e celebradas da Área Metropolitana de Lisboa.

Concretamente, o que pretendem oferecer com a Marginal à Noite, qual o objetivo para a Câmara Municipal de Oeiras com a prova?
A corrida Marginal à Noite insere-se na estratégia municipal de promoção da prática de atividade física e desportiva. Queremos materializar a importância que damos à adoção de comportamentos saudáveis e estilos de vida ativos e é nessa ótica que o Município de Oeiras entende como fundamental promover grandes eventos desportivos que sejam impulsionadores deste desígnio. Queremos criar uma onda para o movimento, para a utilização das ruas de Oeiras, do Passeio Marítimo, para a participação no Trofeu CMO Corrida das Localidades. Queremos que o equipamento desportivo faça parte do dia a dia dos nossos munícipes!

Muitos corredores perguntam porque a distância não tem 10 km, mas oito. Qual o motivo?
Já afirmámos anteriormente que a Marginal à Noite pretende ter um clima de festa e dar oportunidade a todos de participar num evento desta natureza. Em muitos casos, esta é a primeira corrida formal em que as pessoas se aventuram. E isto acontece justamente porque a distância o favorece. Isto é, 8 km é uma distância desafiante, sem ter a barreira psicológica dos 10 km, que ainda assusta muita gente. E é deste modo que temos inúmeros relatos de pessoas que tiveram na Marginal à Noite a sua primeira experiência de corrida em prova, mais formal, e esses relatos são muito positivos! Inicialmente, e tendo a Estrada Marginal diversos constrangimentos, em termos de balizamento do trânsito, e pelas características intrínsecas ao percurso, o percurso inicial da prova fixou-se nos 8 km. Pensou-se a dada altura em mudar, mas foi opinião generalizada que qualquer alteração que se pudesse fazer, em termos de percurso, iria descaracterizar a Marginal à Noite como o conhecemos. Nesta fase, pensamos que essas alterações, só para acomodar mais um par de quilómetros, não se justificam.

Há nomes sonantes na prova de hoje?
Pela natureza do evento não existe procura de recordes. Temos tido atletas de elevada qualidade que vêm pelo prazer de correr a prova, não existindo uma política de financiar participações . Mas todos os anos temos nomes conhecidos entre os participantes, mas não só atletas de elite! A exemplo disso, posso revelar-lhe que iremos contar com o Rui Unas enquanto embaixador da Puma. Confesso que o mais sonante para o Município é ter milhares de atletas no “pelotão”, porque são eles o espírito da prova.

Mais uma vez esgotaram as inscrições. Quantos corredores teremos na linha de partida?
O número máximo de inscrições foi de 6.000. De referir que este ano aumentámos as inscrições….

Também repetiram os habituais três treinos de preparação. Poderia falar sobre esta iniciativa?
Os treinos são mais uma forma de aumentar a interação com os participantes e transmitir outros conceitos importantes associados à preparação correta para a corrida. Por outro lado, é uma oportunidade para treinar em grupo e variar de treinos individuais! De qualquer das formas, os treinos são sempre muito divertidos e têm uma excelente recetividade por parte do nosso público.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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