Corredores pelas terras do Demo

«Antes quebrar que torcer.» Este é o lema da equipa Runners do Demo, que este ano marcará presença em alguma das principais provas nacionais e internacionais, como são os casos de TransGrancanaria, Lavaredo, CCC, TDS, UTMB, por exemplo. O nome do clube tem a sua génese nas terras apelidadas pelo escritor Aquilino Ribeiro como… as Terras do Demo!

 

Como analisam a vossa história desde a fundação até os nossos dias?
A equipa Runners do Demo surge com este nome no ano de 2015. Até então, existia um grupo de amigos amantes do desporto, que, acima de tudo, gostava de correr. Estes atletas começaram por fazer algumas corridas de caráter regional e não tardou começaram a disputar as primeiras provas a nível nacional, já com um espírito mais competitivo.

Em 2016 começámos a nossa participação nos campeonatos ATRP (Associação Nacional de Trail), com 30 atletas, onde obtivemos resultados que nos deixaram com vontade de querer fazer mais e melhor.  
Posso salientar alguns pódios em provas como “EstrelAçor 2017” ou no K100, com um segundo e terceiro lugar da geral com o José Fernandes e o Fred de Matos, além de vários pódios de escalão. De salientar que temos um vice-campeão nacional de Ultra Trail no escalão M45, António Ferreira.

E quais são os objetivos do clube?
O clube tem três vertentes, todas ligadas ao desporto de natureza. O Trail, como maior referência, o BTT e o Todo-o-Terreno, como a atividade mais antiga do clube. Os objetivos passam sempre pela criação de atividades que dinamizem estas três áreas de atuação e, paralelamente, a participação com caráter competitivo nos campeonatos nacionais.

Mas dão prioridade a vertente desportiva ou de lazer/turismo, por exemplo?
Achamos que deve haver um compromisso conjunto e com ponderações de acordo com a nossa estratégia. Não podemos competir sem olhar para o nosso concelho e sem aplicar a atividade física como motor do bem- estar da população em geral ou sem envolver os promotores locais nessas atividades. De certa forma, achamos que todos podem competir, mas, no fundo, o essencial é que se divirtam e ajudem os outros a serem felizes.

E como é planeada a temporada?
A temporada é programada através da consulta aos atletas, da disponibilidade de cada um.
O calendário contempla as distâncias dos três campeonatos e compete ao diretor desportivo, em articulação com os atletas, definir a sua participação nas provas regionais, nacionais e internacionais.
Este ano teremos participações no TransGrancanaria, Lavaredo, CCC, TDS, UTMB e outras que ainda serão definidas na segunda parte da época. Com a ajuda de todos tentaremos chegar aos lugares de topo do Trail nacional.

«Antes quebrar que torcer» resume a alma dos Runners do Demo 

Momentos altos e menos felizes destes anos? Porquê?
Os momentos altos são sempre as chegadas à meta dos atletas, independentemente dos resultados. Os baixos são as lesões que travam a participação.

Uma das curiosidades da equipa é o nome. Como surgiu e porque Runners do Demo?
O nome vem das terras apelidadas pelo escritor Aquilino Ribeiro como as Terras do Demo, que, segundo o próprio, «Sem dúvida, nunca Cristo ali rompeu as sandálias». Não é por mero acaso que se diz que, na nossa região, «são nove meses de Inverno e três de Inferno» (no Verão). Terras agrestes de vida dura.
Runners do Demo caracteriza as nossas terras e os nossos atletas, daí o nosso lema: «Antes quebrar que torcer.»

LEIA NA SEXTA-FEIRA A TERCEIRA PARTE DA ENTREVISTA

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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