João Oliveira revela o segredo da Ultra Milano-Sanremo

Correr 285 km não é definitivamente para todos. João Oliveira finalizou mais uma vez a Ultra Milano-Sanremo, desta vez na segunda posição. O português revela aqui o principal segredo da prova.

 

A Ultra Milano-Sanremo, de ano para ano, tem ganho mais destaque na sociedade desportiva italiana?
Sem dúvida, a prova tem vindo a aumentar de interesse com o decorrer dos anos, quer em atletas, quer em divulgação. É algo notório de verificar com a participação de várias nações, oriundos de vários continentes. Embora ainda seja um embrião da Spartathlon.

Para uma prova com estas dificuldades, quais os segredos a ter em conta?
Gerir bem o esforço, levar a própria água, coisa que nunca fiz e espero fazer em 2019. Sempre me dei muito mal na Ultra Milano-Sanremo, vomitei este ano a comida e a água, por exemplo, algo que ainda hoje não percebo o que aconteceu. Tudo leva a crer que seja do tipo de água.

João Oliveira revela que é importante gerir o início da Ultra Milano-Sanremo 

Mas como gere o esforço? Em termos de percurso, há setores mais complicados do que outros?
O setor mais complicado é gerir o início, mas a parte mais difícil é depois de Génova. Apesar de ser aparentemente plana, tem cinco subidas bem acentuadas. Torna-se difícil darmos tudo no início e depois não termos forças para aguentar o ritmo.

Qual o momento crítico do trajeto? Porquê?
A subida da montanha. Subimos cerca de 27 km e descemos cerca de 13 km. A descida é bem acentuada, o que leva o atleta a correr abaixo dos 4m20 por km. É um erro, já que, ao chegar a Génova, aos 160 km, vem a parte mais difícil da corrida.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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