Samuel Barata: «O percurso é duro mas, como se diz na gíria, “é para todos”»

Este ano, devido às condições climatéricas, o Nacional de Estrada contou com mais uma dificuldade, concretamente a subida ao Alto da Boa Viagem. Um novo obstáculo que “beneficiou” apenas os atletas que estavam «fisicamente melhores», defende Samuel Barata.

 

O percurso é bastante duro. Gosta do mesmo ou preferia um trajeto mais rápido?
O percurso é duro mas, como se diz na gíria, “é para todos”. Todavia, sendo mais duro, é mais seletivo. Isso significa que, quem está menos bem, poderá ficar para trás à primeira dificuldade, o que torna a competição menos tática. Nesta lógica, a prova favorece quem está fisicamente melhor.

Quando soube que teria de fazer a subida do Alto da Boa Viagem, ficou satisfeito com essa alteração ou preferia o percurso inicialmente proposto?
Quando tive conhecimento da subida do Alto da Boa Viagem, só tive que a subir 1 ou 2 vez antes da prova para conhecer bem a subida.

Este ano foi a segunda vez que o Campeonato Nacional de Estrada foi realizada em Oeiras, que receberá a terceira edição em 2019. Concorda com este caminho ou preferia que a corrida se realizasse em diferentes locais, como acontecia de 2016 para trás?
Em relação ao local da competição, acho o lugar maravilhoso. Sobre a mudança, pode-se alterar o local, mas, para tal, será necessário dar condições a todos os atletas e também condições a quem organiza, neste caso a Federação Portuguesa de Atletismo. Neste momento acho que é o local ideal para acolher novamente o Nacional de Estrada.

Samuel Barata admite que atravessa um bom momento na sua carreira

Qual a importância desta vitória para a sua carreira?
Este título dá-me mais responsabilidade, significa que cheguei a um nível competitivo bom e que tenho de mantê-lo. E a verdade é que esta consistência não é fácil de manter… Mas vou treinar “duro” todos os dias para que possa chegar nas mesmas condições ou inclusive em melhor forma.

Trocaria o seu título individual pelo título coletivo do Benfica?
O título individual é muito importante para o atleta, mas o coletivo também o é. Infelizmente não conseguimos revalidar o título. Mas o facto de ter ganho, também ganhou o Benfica. Quem ganha são todos os que trabalham dia-a-dia comigo, o meu grupo de treino, treinador, colegas de equipa, staff do clube, fisioterapeutas e massagistas.

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Atravessa a melhor fase da sua carreira?
Quando se ganha é porque se está bem. Mas sim, posso dizer que estou a passar um bom momento. É trabalhar para manter ou melhorar.

E os próximos desafios?
Agora, os próximos objetivos baseiam-se sobretudo na época de Inverno, focar-me no Corta-mato. E depois, no Verão, as distâncias 5 e 10 mil metros, em pista. Quero ajudar o meu clube a ganhar os títulos em discussão e melhorar os meus recordes pessoais nessas distâncias.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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