Samuel Barata espera alcançar novo recorde pessoal no Europeu de Berlim

Samuel Barata alcançou o seu melhor tempo nos 10 mil metros no Meeting Payton Jordan, na Califórnia. O português correu a distância em 28m24s85, cerca de 15 segundos a menos que o seu anterior registo pessoal, que pretende melhorar no Europeu de Berlim.

 

Alcançou o seu melhor tempo pessoal no Meeting Payton Jordan, nos Estados Unidos. Esperava obter este resultado tão cedo na temporada?
Em relação ao meu resultado, sim, estava à espera de um recorde pessoal desta ordem. No estágio em altitude realizado semanas antes do Meeting, os treinos que estava a realizar indicavam que poderia obter uma boa marca.

Samuel Barata preparou o seu início de temporada nos Estados Unidos
Samuel Barata preparou o seu início de temporada nos Estados Unidos

Ao mesmo tempo, atingiu a melhor marca portuguesa dos últimos sete anos. Que importância tem esse resultado para o Atletismo nacional?
É sempre bom fazer marcas que já há algum tempo ninguém fazia e estar sempre associado ao Top 40 de sempre da distância em Portugal. Dá-me mais motivação para treinar e apostar na distância para melhorar ainda mais no futuro.

Samuel Barata «ficava feliz» com um novo recorde pessoal no Europeu de Berlim

Este registo é uma prova de que o trabalho está a ser bem realizado até ao momento?
Sim, este resultado não surge devido a um par de semanas, mas de épocas passadas. É um trabalho já com alguns anos, no qual, a cada ano, tenho evoluído um pouco mais, estando sempre consistente no treino e também na recuperação.

Os portugueses podem esperar um melhor tempo no Europeu de Berlim, em agosto?
Posso dizer que sim, que espero um bom resultado nesta altura. Vou trabalhar agora para chegar na melhor forma possível ao Europeu. Sendo um campeonato, por vezes o tempo não interessa muito, mas sim a classificação. Mas claro que ficava muito feliz se terminasse com um novo recorde pessoal.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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