Samuel Barata: «Encontrei atletas que correm os 10000m entre 27m30 – 28m20 nos Estados Unidos»

Samuel Barata, de 24 anos, alcançou no Meeting Payton Jordan, na Califórnia, um dos primeiros objetivos da temporada: a qualificação para o Campeonato da Europa de Berlim, que será realizado entre 7 e 12 de agosto. Ter competido com um pelotão de enorme valor acabou por fazer com que superasse o seu recorde pessoal nos 10 mil metros em mais de 15 segundos. Nos Estados Unidos, correu a distância em 28m24s85.

 

O primeiro objetivo da temporada está alcançado?
Sim, o primeiro objetivo da época está alcançado, que era garantir a minha presença no Europeu de Atletismo em agosto, em Berlim, como também bater o meu recorde pessoal na distância dos 10 mil metros.

O que representa para si estar na principal prova europeia deste ano?
Estar presente neste Campeonato da Europa é muito importante porque é onde se compete com os melhores da Europa. E, se quero ser um dos melhores, tenho de competir com eles. Por outro lado, vou representar as cores nacionais, que é sempre motivo de orgulho.

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Alcançou a qualificação na Califórnia. Porquê?
Obtive a marca na Califórnia porque tive oportunidade de entrar num dos melhores Meetings de Meio-Fundo dos Estados Unidos, o Payton Jordan Invitional. Mas, um mês antes, fiz um estágio de altitude em Flagstaff, Arizona, juntamente com o meu grupo de treino. Saí da altitude em boa forma e fui até Palo Alto, na Califórnia, correr no Payton Jordan Invitional. Felizmente tudo correu bem e obtive a marca nos 10 mil metros.

Samuel Barata limitou-se a seguir o “comboio” na Califórnia

E o que poderia falar da prova? Qual a estratégia que utilizou?
A prova foi lançada a ritmos altos e eu só me limitei a seguir o comboio de 25 atletas. As voltas iniciais andaram entre 66-67 segundos e tive uma boa passagem aos 5mil, a 14m05. Na segunda parte tive uma quebra, de 68-69 segundos por volta, e fiquei num segundo grupo, mas felizmente deu para acabar com uma boa marca, de 28s24, tendo feito a segunda metade a 14m19.

E foi muito diferente correr nos Estados Unidos?
Competir neste Meeting foi muito importante porque encontrei bons atletas, tanto norte-americanos como europeus, atletas que correm entre 27m30 – 28m20. Aqui na Europa é muito difícil encontrar Meetings que têm um comboio com pelo menos 10 atletas a correr na casa destas marcas.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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