Romeu Gouveia: «Vejo o Trail como um tipo de corrida “informal”»

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Romeu Gouveia, de 18 anos, é a nova aposta da Salomon Suunto Portugal. Natural de Coimbra, é estudante na Escola Secundária de Tábua, onde frequenta o último ano do ensino secundário. Na Madeira participou no seu primeiro MIUT da sua vida. A experiência na ilha continua a marcar os seus dias…

 

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Corre há quanto tempo?
Comecei a correr há cerca de 3 anos.

Porque a corrida?
Pratico desporto desde criança. Aliás, sempre fui muito ligado ao desporto. Por exemplo, pratiquei futebol de salão federado no ARCE até aos 14 anos. Entretanto, descobri o Trail e dediquei-me a corrida.

Como descobriu o Trail?
A paixão pelo Trail começou devido ao convite de dois amigos, quando fui desafiado a participar no Trail Meda de Mouros.
A verdade é que não fazia ideia do que era o Trail. Para ser sincero, não gostava de correr e nem treinava para tal coisa. Decidi participar apenas devido ao desafio e por ir com os meus amigos. A partir daí surgiu o gosto pela corrida, mais propriamente pelo Trail, um desporto com o qual me identifiquei de imediato. A natureza, os trilhos, a montanha… É uma maneira de estar na vida, sentir liberdade ao correr.

Onde costuma correr?
Durante a semana corro por Tábua/Mouronho, por trilhos ou em asfalto. Durante o fim-de-semana corro sempre pela serra, normalmente pela Serra do Açor.

Poderia resumir o seu plano de treino semanal?
Sigo um plano de treino normal, como todos os outros. Intercalo os treinos de corrida com alguma bicicleta, natação e reforço muscular. Em termos de alimentação, procuro ter algum cuidado naquilo que como…

Em concreto, na sua opinião, o que significa o Trail?
Um tipo de corrida na montanha com alguma dureza que consiste essencialmente em correr por trilhos técnicos, pela floresta ou single tracks.
Vejo o Trail como um tipo de corrida “informal”, não é daqueles desportos que se vai focado para vencer, vencer e vencer. Acredito que, quem pratica estas provas, procura superar-se a si mesmo e descobrir o melhor da natureza, da melhor forma.
Sempre gostei de novos desafios, natureza e companheirismo. Nesta modalidade consigo encontrar tudo isso e muito mais, algo que não encontro em qualquer outro desporto. Mesmo havendo competição, neste tipo de provas cria-se um grande espírito de companheirismo e camaradagem entre os atletas. Fazem-se grandes amizades, partilham-se grandes momentos. Cada prova é um desafio diferente, a exigência e beleza dos trilhos, a superação das adversidades técnicas e do clima, a superação individual…

Como surgiu o convite para integrar a equipa da Salomon?
Surgiu através de uma grande pessoa que admiro bastante, concretamente o Armando Teixeira.

Ficou muito surpreso?
Fiquei surpreso e bastante contente. Se há três anos questionassem se seria possível estar onde estou hoje, provavelmente chamaria essa pessoa de doida ou maluca (risos)

Mas o que representa estar incluído na Salomon Suunto Portugal? O que isso pode trazer de benéfico para a sua carreira?
Com a entrada para a Salomon Suunto Portugal terei a oportunidade de estar junto dos melhores, tendo o privilégio de poder aprender com eles e representar duas marcas de renome no Trail mundial.
Sem dúvida alguma que, com a Salomon e a Suunto, irei ter muito mais facilidade em superar os desafios que me esperam, sendo estas duas marcas de referência e qualidade máxima.

Qual a sua opinião sobre Ester Alves e Armando Teixeira, dois nomes da equipa?
Sinceramente, vejo-os como dois exemplos a seguir. São duas pessoas que admiro bastante, como pessoas e atletas.

Fez a sua estreia no MIUT. Como correu a prova?
Este ano foi a minha estreia no MIUT (Marathon) e a minha primeira ida a Madeira. No início do ano tinha a prova definida como um dos principais objectivos de 2016. Infelizmente, por motivos menos bons, não foi possível estar preparado a 100% para a prova, não estando preparado fisicamente para os 42 km, uma distância nova para mim. Decidi encarar a prova como um treino, divertir-me e desfrutar ao máximo do percurso fantástico que percorremos.

Qual a sua opinião do MIUT? Mais complicado do que imaginava, por exemplo?
Para mim o MIUT é uma prova de altíssimo nível em todos os aspetos. Em termos de organização, nada a apontar. Quanto ao percurso, apenas posso falar da Maratona que foi o que fiz. É um percurso fantástico, com trilhos/paisagens fabulosos. Superou ainda mais as expectativas que já tinha.

Próximas corridas e objetivo do ano?
Por motivo de lesão este ano demorou um pouco a começar, tendo ainda apenas estado em TresValles e Carrera Alto Sil.
O objetivo desde ano passará pelo Campeonato do Mundo SkyRunning Juniores, entre 29 e 31 de julho, em Itália, e a Maratona Ultra Pirineu, entre 23 e 25 setembro. No entanto, o Louzan Trail é uma das próximas corridas onde irei estar.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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