A corrida atrasa a perfomance do IronFarmer

O IronFarmer Ricardo Cabral revela que não distingue nenhuma modalidade em particular no Triatlo, mas admite que é na Corrida que vê uma evolução mais lenta. O português recorda ainda a dificuldade que viveu no Campeonato da Europa de Ironman, em Frankfurt, no ano passado.

 

Das três modalidades, qual aquela que mais gosta e a que menos aprecia? Porquê?
Penso que gosto das três da mesma maneira, pois o Triatlo é o conjunto das três modalidades. Agora, onde sinto que a evolução é mais lenta, é na corrida.

No mês anterior ao Europeu, o IronFarmer pedalou 300 km
No mês anterior ao Europeu, o IronFarmer pedalou 300 km

Participou no ano passado do Campeonato da Europa de Ironman em Frankfurt. O que recorda da prova? Poderia falar um pouco da sua experiência?
Recordo-me bem dessa prova, se recordo… É uma prova incrível, onde corremos lado a lado com os melhores do mundo, com um ambiente extraordinário e um público incansável.
A mim não me correu especialmente como esperado. Falhei algo na alimentação, que me deixou completamente vazio de forças ao km 150. Depois fiz uma Maratona duríssima, sem energia nenhuma, onde a minha equipa foi a chave do sucesso.
Seria impossível acabar sem a ajuda deles.

IronFarmer correu 60 km no mês anterior do Campeonato da Europa de Ironman 

Em relação ao treino, e em média, quantos quilómetros nada, pedala e corre por semana no mês anterior às principais provas?
É uma modalidade muito exigente e temos de estar sempre a palmilhar espaço. Assim, por semana, a média de distância percorrida são, em cada segmento, os seguintes:

  • Natação: 10 km
  • Ciclismo: 300 km
  • Corrida: 60 km

Tudo muda nos meses anteriores às competições. No caso específico do Campeonato da Europa de Ironman em Frankfurt, no mês antes fiz as seguintes distâncias:

  • Natação: 38 km
  • Ciclismo 1200 km
  • Corrida 240 km

Onde costuma nadar? E pedalar e correr?
Felizmente tenho a hipótese de viver numa cidade relativamente calma, onde consigo rapidamente treinar e estar a trabalhar sem perder muito tempo. Nado em Évora numa piscina de 25 metros e, quando o tempo aquece um pouco, começo a ir muito a uma barragem perto para meter mais quilómetros.
Corro também por aqui, em pista, em terra batida ou em estradas calmas.
Aos fins-de-semana pedalo muito num grupo de ciclistas que puxam ainda mais por mim e onde aprendo sempre muito. Durante a semana pelado em casa, em cima dos rolos.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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