Os atletas amadores apresentam as mesmas necessidades de maximizar a performance dos profissionais

«Reconhecida pela introdução de atletas (e não-atletas) na vida ativa e no desempenho de alta performance em tempo recorde», como refere o seu Diretor de Marketing, Filipe Lima, a Fisiogaspar lançou recentemente o programa personalizado Concierge, que acompanha o cliente «desde os tranfers, passando pela cirurgia, até à completa recuperação e regresso à vida ativa». Um serviço que promete facilitar a vida dos corredores que frequentam a clínica, muitos devido a tendinopatias, do Tendão de Aquiles e do Tendão Rotuliano.

 

A corrida, nos últimos anos, deixou de ser uma moda para se tornar um hábito de milhões de pessoas em todo o Mundo. No entanto, a verdade é que muitos praticantes não têm consciência das particularidades da modalidade, o que acaba por provocar lesões, algumas “pequenas”, outras nem tanto. Sentem um aumento de clientes nos vossos serviços oriundos da prática da corrida nos últimos, digamos, dez anos?
A Fisiogaspar tem acompanhado a corrida de perto na última década, desde a participação em provas por parte dos seus colaboradores mas também no suporte aos corredores em termos de preparação física e prevenção de lesões. Este cenário tem-se mostrado particularmente intrigante, pois atletas amadores do Mundo da Corrida (também do ciclismo e do triatlo) apresentam-se com as mesmas preocupações e necessidades de maximizar a performance que os atletas profissionais. O que para nós é um desafio surpreendente, dado o carácter de exigência deste público.
Para dar resposta a estes atletas fomos ainda mais longe: tornámo-nos exclusivos em Portugal na representação oficial do método Supersole. Uma tecnologia dinamarquesa que revolucionou as ortóteses plantares, otimizando o comportamento biomecânico durante a corrida.

E a Corrida é a modalidade que “oferece” mais clientes aos vossos serviços?
Apesar do crescente número de corredores a frequentar a Fisiogaspar, o futebol continua a ser a modalidade que mais clientes nos “oferece”. Quer seja pelo reconhecido currículo na plena recuperação de lesões em tempo recorde, como pela exposição internacional que os nossos clientes transportam.

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E quais são as lesões mais frequentes que trabalham oriundas da corrida? E como elas surgem? Falta de aquecimento, excesso de treino, etc.?
Os corredores habitualmente procuram a Fisiogaspar devido a lesões tendinosas. As lesões mais frequentes são as tendinopatias, do Tendão de Aquiles e do Tendão Rotuliano. Estas podem surgir devido a vários fatores, entre os quais: planos de treino desadequados, esforços repetitivos e falta de repouso entre treinos/provas.

Muitos atletas só recorrem a fisioterapia quando o pior acontece. Como alterar a mentalidade dos mesmos, fazer com que compreendam que, muitas vezes, a fisioterapia deve fazer parte do programa de treinos?
Apesar do nosso trabalho ser manifestamente reconhecido pela reabilitação, acreditamos que a prevenção de lesões, através de uma avaliação periódica, é um dos fatores mais importantes para o sucesso dos atletas. Esta avaliação pode ser estabelecida no tempo (de 3 em 3 meses, por exemplo) ou pode ser marcada para um período pré e pós-competição.

Na sua opinião, é quase obrigatório ter a fisioterapia como “companheira” de treino a partir de que quilometragem? Por exemplo, a partir de 35 km semanais?
Nem sempre é fácil determinar o momento a partir do qual é impreterível o atleta ter o acompanhamento e supervisão do seu fisioterapeuta. As necessidades de um atleta que pratica maratonas ou ultra-maratonas são diferentes daquelas que pertencem a um velocista de 100m. No entanto, é razoável admitir que, no trabalho da prevenção de lesões e na otimização do treino pré-competição, o trabalho conjunto entre o atleta, o seu fisioterapeuta e o seu fisiologista pode ser determinante no seu sucesso.

Concretamente, o que consiste o programa personalizado Concierge e a quem se destina? Este novo programa é apenas e só para atletas de alta competição?
O novo Programa Personalizado de Concierge by Fisiogaspar consiste num serviço integrado de saúde: desde os tranfers, passando pela cirurgia, até à completa recuperação e regresso à vida ativa. Apesar de, pela gestão do tempo otimizada, ser um programa altamente apetecível por atletas de alta competição, estamos certos de que este protocolo vai agradar a generalidade daqueles que procuram recuperação plena no mínimo tempo possível e com o mínimo de preocupações inerentes a toda a logística das marcações.

Quais são as vantagens deste programa em relação aos serviços que a Fisiogaspar já apresentava?
As palavras de ordem são integração e comodidade. Este serviço all-inclusive vai permitir que o cliente, pela primeira vez e de forma única, seja acompanhado em todas as fases do processo lesional de várias patologias ortopédicas. A Fisiogaspar é reconhecida pela introdução de atletas (e não-atletas) na vida ativa e no desempenho de alta performance em tempo recorde, recorrendo ao diagnóstico e à reabilitação. Acrescenta agora, na sua oferta, transporte, alojamento, realização de exames de diagnóstico complementar (RX, TAC e RM) e cirurgia, tudo de forma integrada e cómoda, sem tempos de espera, sem preocupações com agendamento e com forte impacto positivo na eficiência do seu tratamento.

Este cenário tem-se mostrado particularmente intrigante, pois atletas amadores do Mundo da Corrida (também do ciclismo e do triatlo) apresentam-se com as mesmas preocupações e necessidades de maximizar a performance que os atletas profissionais.

Para este novo programa, foi essencial ter assinado um contrato de Prestação de Serviços na área da saúde e bem-estar com o Hospital de Sant’Ana da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), podendo dispor deste modo do seu bloco operatório?
Para a Fisiogaspar é um privilégio associar-se a esta instituição secular com larga experiência e notoriedade no tratamento das patologias do foro ortopédico. Para além da honorabilidade da celebração deste protocolo, este foi um momento essencial para o progresso da Fisiogaspar, pois passa a integrar na sua oferta o diagnóstico complementar (RX, TAC e RM) e a possibilidade de cirurgia, até ao momento inexistente no nosso “cardápio”.

Ao oferecer um acompanhamento completo, desde o transporte ao plano de fisioterapia, incluindo também nesse processo a cirurgia, por exemplo, há uma clara preocupação de fazer com que o paciente se sinta tranquilo para esse complicado processo na sua vida desportiva. Até que ponto o aspeto psicológico é determinante na recuperação em pleno do atleta, seja ele amador ou profissional?
Um dos aspetos mais importantes em qualquer episódio desafiante na área da saúde é manter o cliente determinado a cumprir o seu plano. Mas quando estamos a lidar com patologias/lesões preocupantes e de trato ansioso são recorrentes manifestações de frustração e inquietude no cliente (uma lesão nunca é bem-vinda e nunca preenche o nosso dia de forma prazerosa). Por essa razão, criámos um serviço rodeado de profissionais capacitados para gerir as emoções do cliente com eficácia. Dando mote ao nosso slogan, “o seu bem-estar nas nossas mãos”, propomo-nos a criar confiança no elo entre profissional e cliente permitindo o commitment para com a sua recuperação plena.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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