Organizador da Eco Meia-maratona de Vilamoura: «Os corredores estão fartos de provas em asfalto»

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Apesar do excelente clima, a verdade é que o Algarve não apresenta muitas provas ao longo do ano. Tudo poderá mudar com a realização no próximo domingo da I Eco Meia-maratona de Vilamoura, uma prova inédita no nosso país, com inúmeras novidades para os participantes.

 

Foi complicado e em dezembro esteve quase para não acontecer. No entanto, tudo acabou por se resolver e Rui Costa e a sua equipa conseguiram criar uma prova única no calendário nacional, uma prova com um percurso no mínimo encantador, onde os participantes poderão correr na marina, na falésia, numa ribeira, no parque ambiental, num campo de golfe e nos jardins da Ecovia de Vilamoura.

Como surgiu a ideia de fazer uma Meia-maratona em Vilamoura? Como explica a realização da prova apenas agora na região, quando, no país, já há diversas competições com a mesma distância? Os algarvios não têm o hábito de correr?
Faço Meias-maratonas há cerca de cinco anos e, como algarvio, era para mim um desgosto não ter uma prova dessas perto de casa, sentia muito essa lacuna. Infelizmente para os algarvios, regra geral tínhamos de percorrer até agora centenas de quilómetros para fazer uma prova. Talvez agora as coisas sejam diferentes com a realização da primeira edição da Eco Meia-maratona em Vilamoura. Acredito que os algarvios gostam imenso de correr e verifico na região uma enorme transformação nos hábitos desportivos. Temos ainda o melhor clima do país, ideal para este tipo de provas, ainda mais nesta altura do ano…

O que significa concretamente uma Eco Meia-maratona?
Significa desenhar um percurso focado no gosto pelo ambiente, contacto com a natureza e cuidados ecológicos. É algo simples!

ecomeia2E porque decidiram fazer uma Eco Meia-maratona e não uma prova de estrada, como é o normal?
O Algarve em geral, e Vilamoura em particular, tem condições únicas a nível nacional para fazer uma prova diferente. Os atletas estão fartos de provas em asfalto, monótonas e más para as articulações.

No seu entender, o que terá a prova de original?
A prova terá muitas novidades: o percurso, verdadeiramente diferente, até para os muitos algarvios; os meios logísticos utilizados, já que vamos empregar somente veículos amigos do ambiente; um programa completo de fim de semana para toda a família… E, principalmente, um tratamento muito especial a todos os participantes.

Acredita que os atletas ficarão surpresos com o trajeto? Como foi ele pensado? O que procuraram ter sempre presente?
A Eco Meia-maratona de Vilamoura não terá mais de 40% em asfalto! Teremos a marina para começar o sonho, a terra da falésia para correr com as ovelhas, vamos molhar os ténis na ribeira, entraremos no parque ambiental para respirar o ar puro, encheremos os pulmões nos campos de golfe e nos deliciaremos com os cuidadosos jardins da Ecovia de Vilamoura. Teremos tudo isso!

Além da Eco Meia-maratona, teremos mais provas? Quais? Para quem?
O programa começa na tarde de sábado com o “Festival Vamos Brincar ao Atletismo”, dirigido pela Associação de Atletismo do Algarve e dedicado às crianças dos 3 aos 13 anos, onde todos serão o número 1. No domingo teremos a partida para a Meia-maratona, às 10h00; para a Corrida / Demonstração das Handbiles, às 10:05; e, finalmente, para a Mini-maratona, às 10:10, esta para fazer a correr ou a caminhar.

Ficaram surpresos com a recetividade da prova? Como decorreu o período de inscrições? Há ainda lugares disponíveis?
Tínhamos estabelecido, para nós, um número mítico: 1.000 participantes nas três provas de domingo, mais 500 crianças. Ultrapassámos as mil inscrições no último domingo, o que, para uma primeira edição de uma prova paga realizada no Algarve, talvez seja um recorde, ou pelo menos ficar lá muito perto.

Então quantos inscritos teremos no domingo?
O limite está fixado nos 1.200. Vamos ver se conseguimos esgotar, seria algo muito gratificante.

Acreditam que a prova poderá ter “pernas para andar” no futuro?
Esta prova foi projetada para criar raízes e para crescer rapidamente no futuro, tanto a nível nacional como a nível internacional. Acreditamos que tem todas as condições para isso.

ecomeiaAs forças privadas e públicas de Vilamoura apoiaram a prova? Como foi a receção das mesmas, acreditam que poderá ser mais um fator de promoção da região?
Foi uma longa viagem… Apresentei o projeto no dia 22 de setembro de 2014. Entre avanços e recuos, estive praticamente a desistir no final de dezembro. Mas não mo deixaram. Finalmente apareceram os apoios necessários e a partir daí foi uma corrida contra o tempo.

Acredita que no futuro a prova poderá ser uma das principais do país? O que ambicionam com a Eco Meia-maratona de Vilamoura?
A ambição não é ser uma das principais do país. O que pretendo é que as pessoas que vierem a Vilamoura fiquem com muita vontade de voltar no ano seguinte e que tragam cada vez mais amigos. Este ano tivemos imensas limitações. Talvez a Eco Meia-maratona de Vilamoura seja a única prova do país que não tem sequer um site. Foi praticamente tudo feito no Facebook. Aliás, o êxito da prova é também uma boa lição para os detratores do Facebook: consegue-se fazer coisas muito boas no Face… E funcionam mesmo!!! Esta prova, dadas as suas características, nunca fará parte de qualquer campeonato… A não ser que se dê início a uma nova modalidade. O futuro o dirá!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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