«O que menos apreciei no Trail foram os regulamentos»

Ao olhar para o ano de 2017, Tiago Martins Aires, apoiado pelo Galo Resort Hotels, não se acanha e garante que vai lutar pelos primeiros lugares no Mundial de Trail, ainda mais devido ao apoio que espera receber do seu novo clube. 

 

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Após o Mundial chegou a referir que iria se dedicar em 2017 com maior afinco ao Trail, tendo em vista a participação no campeonato do Mundo de 2017, onde espera chegar mais próximo dos grandes nomes da modalidade. Acredita que isso é possível, tendo em vista os poucos apoios que os atletas nacionais recebem?
Sem dúvida que acredito! Só espero não ter grandes lesões e poder continuar a desfrutar dos trilhos e montanhas. Espero ter ainda muito para dar e evoluir neste desporto. O futuro ninguém pode prever, eu próprio, há um ano, nunca imaginaria nada disto. Mas estou bastante motivado e focado na evolução, sei de muitos arestas que tenho de limar para melhorar como atleta.

Entrou este ano no mundo do Trail. O que mais o surpreendeu? E o que menos apreciou?
Surpreendeu-me a quantidade e variedade de locais de qualidade que existem em Portugal para a prática de Trail, bem como o trabalho que tem vindo a ser efetuado por diferentes organizações na criação de mais e diversificados trilhos e percursos. É um trabalho que tem e terá um impacto incalculável no desenvolvimento das regiões, pois são “infraestruturas” desportivas que estão a ser criadas e que trazem as pessoas de volta ao campo, em alguns casos às suas próprias origens. Por exemplo, há aldeias que estavam isoladas e com os novos percursos de Trail delineados, voltaram a ter acesso pedestre e a estar ao alcance de muitas mais pessoas.
O que menos apreciei no Trail foram os regulamentos, por vezes pouco claros, quer no material obrigatório e nas informações disponíveis, quer nas uniformização das marcações dos percursos.

E quais os seus objetivos para 2017?
Pretendo fazer seis provas nacionais e quatro provas internacionais do World Tour, mas obviamente que não é fácil fazer um plano destes sem apoios. Se pensarmos que, para o Campeonato do Mundo, pretendemos fazer um estágio em altitude ainda dificulta mais todo o processo… Mas não vou baixar os braços, pois desde adolescente estou habituado a treinar, competir e estagiar sem apoios e condições. Enquanto eu tiver paixão por correr e motivação intrínseca, tudo é possível! Felizmente corro há muitos anos por prazer e pela sensação de liberdade. Na minha vida, um dos momentos mais triste da minha vida aconteceu quando fui operado aos dois tendões de Aquiles e fiquei 16 meses sem correr…

E qual clube vai representar em 2017?
O clube pelo qual vou correr é o EDV-VIANA TRAIL. De entre as várias propostas que fui recebendo nos últimos tempos, o Viana Trail foi claramente o clube com o qual mais me identifiquei, não só pelo espírito de equipa e entreajuda, mas fundamentalmente por colocarem os meus interesses enquanto pessoa e atleta acima dos interesses do clube. Irão apoiar-me e ajudar-me na preparação e participação em algumas provas do World Tour. Estou muito motivado e trabalharei para ser merecedor da confiança que depositaram em mim.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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