João Oliveira é um dos rostos do novo Chaves Running Team

Recente vencedor do Pt281, João Oliveira é um dos principais rostos do Chaves Running Team – Associação Desportiva Dragões de Chaves, novo clube que pretende dar um maior impulso ao Mundo da Corrida na região, mas também promover outras modalidades.

Qual a importância da fundação do Chaves Running Team – Associação Desportiva Dragões de Chaves para a região?
A importância da fundação do clube para a região flaviense é muito gratificante em vários sectores. Pretende dar resposta aos iniciantes que não têm o hábito de correr e, quando iniciam, cometem erros graves a provocar lesões futuras. Através de acompanhamento, podem evitar tais consequências indesejadas. Os que já praticam não têm noção do que é um treino profissional e desconhecem o mundo das corridas em termos de provas, podendo assim chamar esses atletas para o clube e os levar a descoberta e conquista de grandes aventuras em termos de competição, quer a nível nacional como internacional.

Quais os principais objetivos do clube?
O Chaves Running Team – Associação Desportiva Dragões de Chaves é uma associação que tem por finalidade o desenvolvimento da prática desportiva e cultural dos seus associados e demais atletas que se possam ajuntar para aprendizagem e treino. As atividades a desenvolver pelo clube atenderão ao princípio da diversificação de ações, de modo a corresponder à complexidade e contínua evolução da realidade.

O que pretendem implementar?
É nosso intuito a criação de atividades e elaboração de competições nacionais e internacionais de distâncias de 7 km Meias-maratonas, Maratonas e Ultramaratonas, além da fiscalização, controlo e segurança dos percursos das atividades desportivas. Um dos objetivos principais do clube é ajudar na organização a nível nacional no plano de desenvolvimento da Ultradistância, ou seja, o Ultramaratonismo, levando os atletas amadores a praticarem essa distância. Também pretendemos conseguir a criação de uma seleção nacional de Ultras de estrada para a representação de Portugal nas mais variadas competições internacionais, quer nos europeus como nos mundiais.

Chaves Running Team viverá também de outras modalidades

A corrida será a única modalidade contemplada?
O clube dispõe nos seus estatutos de várias secções de modalidades desportivas, podendo assim angariar um maior número de associados e a cativação dos mesmos para a prática do Desporto, sendo os mesmos distribuídos pelas diferentes seções:

  • Secção de Atletismo, em Estrada e Trail, nas mais variadas distâncias
  • Secção de Ciclismo na Categoria de Estrada e Categoria de BTT
  • Secção de Natação
  • Secção de Duatlo
  • Secção de Triatlo
  • Secção de Pentatlo
  • Secção de Orientação
  • Secção de Canoagem
  • Secção de Futebol
  • Secção de Rugby

Mas, concretamente, o que propõem para as modalidades?
Face a experiência que se obteve pela passagem de vários atletas da região nos clubes na área do Porto, se notou que os mesmos estavam sempre a mudar os seus estatutos derivado aos seus associados pretenderem pertencer a uma modalidade mais completa ou competitiva, originado assim novos artigos para que os mesmos pudessem continuar a representar o clube a que pertenciam. Nesse sentido, o Chaves Running Team – Associação Desportiva Dragões de Chaves tomou como base essa aprendizagem, colocando todas atividades desportivas existentes na área do Alto Tâmega e Barroso e as que estão em iniciativa em Portugal para a sua prática na região flaviense. O clube dispõe neste momento de atletas na prática desportiva e em competições nas várias distâncias no Atletismo, desde os 10 km até as Ultramaratonas, mas também atletas na prática desportiva de BTT, natação e orientação, por exemplo.

Porque decidiram manter o mesmo nome de um clube já existente, já que havia um Chaves Running Team, fundado em 2010?
O Clube Chaves Running Team de 2010 é o mesmo que o atual Chaves Running Team – Associação Desportiva Dragões de Chaves. A única mudança é que o clube Clube Chaves Running Team – que na verdade teve a sua origem em finais de 2009 com a junção de vários atletas que pertenciam aos clubes de atletismo de Faiões, Abobleira, Outeiro Seco, Os Madrugas e os Flavienses, que se extinguiram – somente era conhecido em provas que os atletas participavam e nas redes sociais, não existindo qualquer registo de estatuto ou escritura, era algo formado por amigos com o gosto pela modalidade. Devido a adesão cada vez maior de números de atletas, houve a necessidade de se fazer o registo, uma uniformização do que se pretendia fazer, o seu objetivo e a criação de um nome e emblema de raízes flavienses. Deste modo se fundou em acto de escritura a fundação do clube e os seus estatutos.

E porque necessidade de se afiliarem a Federação Portuguesa de Atletismo?
A necessidade é muita, possibilitando assim aos atletas de não só se federarem como terem uma voz ativa na Federação Portuguesa de Atletismo, além da colaboração da mesma na organização e reconhecimento da modalidade de Ultramaratonismo em Portugal, podendo assim a criação e reconhecimento de provas de Ultramaratonas.  Neste projeto contamos com a colaboração da Associação de Atletismo de Vila Real, que tem sido uma bússola de orientação ao clube.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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