Naide Gomes: «Fazia séries curtas e numa distância máxima de 300 metros»

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Naide Gomes brilhou em várias modalidades no Atletismo, mas o salto em comprimento foi o seu desporto de eleição. A atleta não esquece o dia que saltou os 7m12, no Meeting Herculius, no Mónaco, em 2008, melhor marca do ano na altura. Evidentemente, a corrida foi parte determinante no seu sucesso. No entanto, nunca «comeu» quilómetros…

 

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Foi 17 vezes campeã nacional no salto em comprimento. Faltou definitivamente alguma competitividade interna?
Não!

Mas até que ponto essa imparável hegemonia prejudicou o seu rendimento desportivo ao longo da carreira?
Não prejudicou porque tive a oportunidade de competir no estrangeiro com as melhores atletas do mundo.

Ao longo da sua carreira desportiva praticou várias modalidades. Qual foi o seu desporto de eleição, aquele de que mais gostou de praticar?
O salto em comprimento.

No salto em comprimento, a importância da corrida é fundamental. Poderia falar sobre esse tema?
É algo muito importante. Para sermos um excelente saltador obrigatoriamente teremos de ser um bom velocista. Quanto mais rápido formos, mais longe chegaremos. Claro, em conjunto com a técnica, a força e a capacidade de impulsão.

Em termos gerais, como era o seu treino-tipo?
Condição física geral, treino de força, de técnica, de saltos, de velocidade, etc. Era muito abrangente, já que o salto em comprimento assim exige.

 

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Como devemos conciliar a força e a velocidade na corrida?
Quando corremos é necessário aplicar uma força rápida e reativa no momento em que o pé chega ao solo, principalmente no momento da impulsão, onde a força aplicada é muito grande.

Mas fazia séries de quilómetros durante o seu pico de treinos, por exemplo?
Sou ou era uma saltadora e portanto o objetivo não era “comer” quilómetros. O que fazia eram séries curtas e numa distância máxima de 300 m. Mas fazia muitos saltos, dezenas de saltos por semana…

Como funciona a passada no salto em comprimento, já que deve saltar antes da chamada. Conta-se o número, por exemplo?
A passada aplica-se na corrida de balanço para o salto, nunca saltava antes para a chamada, o salto era realizado após a chamada. A minha corrida era medida em metros. Tinha aproximadamente 41 metros de corrida de balanço.

Qual foi o salto decisivo da sua vida desportiva?
Todos eles, mas principalmente quando cheguei aos 7 metros. Foi importante porque consegui uma barreira histórica a nível mundial e nacional. Os 7 metros não é definitivamente para todas.

E que salto espera agora dar? O que espera do futuro? Pensa ficar ligada ao atletismo ou pretende experimentar algo de novo?
O salto da maternidade… Sobre o futuro, espero muita coisa boa. Sou fisioterapeuta e gostaria de trabalhar nessa área. Se puder juntar o útil ao agradável, gostaria de trabalhar como fisioterapeuta na área do desporto. Neste momento faço algumas horas como fisioterapeuta no atletismo do Sporting.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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