Organizador compreende as críticas mas…: «Na sua maioria foram por impulso e emocionais»

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O diretor da Corrida Popular da Costa Nova (10 km) considera de «ridículas» algumas opiniões sobre a posição da organização de impor mínimos para a edição da prova em 2017. Na segunda parte da entrevista sobre o tema (leia aqui a primeira), José Manuel Henriques aproveita a ocasião para abordar o passado da prova, que sempre levantou alguma polémica, desde a sua primeira edição, mas também para esclarecer o que será o denominado «Campeonato Nacional Popular».

 

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Esperavam esta onda de opiniões negativas ao redor do tema?
Em relação às críticas não li nenhuma que estivesse devidamente fundamentada. Na sua maioria são reações por impulso e emocionais que, com o devido respeito, não acrescentam muito ao debate. Por exemplo: a ideia que alguém, sem sucesso, tentou passar de que estamos a descriminar mulheres, gordos e “lentos” parece-nos, no mínimo, ridícula. E depois há a outra parte dos que apoiam a medida, onde estão aqueles que correm para se superarem. É para esses que a Corrida Popular da Costa Nova está formatada.

A verdade é que, no seu historial, a Corrida Popular da Costa Nova sempre soube conviver com as críticas…
Diria que a Corrida Popular da Costa Nova está já habituada a coexistir com críticas e a fazer com que os críticos se rendam. Muitos não saberão, mas esta prova foi recusada não uma, mas duas vezes. Só com a presidência do atual presidente da Câmara Municipal de Ílhavo é que o projeto avançou e logo chegaram críticas da população pelo corte da estrada ribeirinha que liga a Costa Nova à Vagueira. Hoje é a própria população a sair à rua em peso para apoiar a prova e o turismo local tem neste evento uma bandeira da sua promoção e identidade. Depois foram “Os Velhos do Restelo” a rirem-se e a fazerem troça do slogan “Os 10 km mais rápidos de Portugal”. Perguntem a quem correu na Costa Nova que logo lhes dirão o quão verdadeira é a publicidade que se faz. É claro que estamos sempre dependentes das condições climatéricas, como qualquer outro evento, mas que é uma prova muito rápida disso não há dúvidas e quem aqui corre sabe que está mesmo a correr 10km, distância essa medida e certificada ao abrigo das normas internacionais.

Escrevem na vossa página que a Corrida Popular da Costa Nova pretende ser «âncora de uma espécie de Campeonato Nacional Popular». Em concreto, o que pretendem com esta iniciativa?
O atletas.net, que é quem tecnicamente organiza o evento, decidiu lançar o Campeonato Popular que não é mais do que um ranking dos resultados obtidos na Corrida Popular da Costa Nova desde a sua criação. O curioso é que, em 2017, para além dos três primeiros da geral masculina e feminina, os prémios de pódio serão atribuídos a quem conseguir bater o recorde da prova no seu escalão, o que torna ainda mais particular este evento, em linha com o formato marcadamente competitivo da Corrida Popular da Costa Nova.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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