Melanie Santos: «O triatlo de Quarteira é uma prova atípica»

Melanie Santos orgulhou os portugueses no Triatlo Internacional de Quarteira ao alcançar o segundo lugar, a apenas dois segundos da primeira. Uma das provas mais duras do calendário mundial, a atleta do Benfica apenas acreditou que poderia alcançar a vitória no segmento da corrida.

 

Ficou surpresa com a sua performance em Quarteira?
Sim, confesso que fiquei, apesar de acreditar que seria possível alcançar um lugar no pódio. Quarteira é uma prova atípica e nunca sabemos como podem estar as condições atmosféricas, que muitas vezes decidem o curso da prova.

Por ser em Portugal, realizou uma preparação em especial para a prova?
Não. Aliás, esta prova era de preparação para a próxima ITU World Triathon Series, nas Bermudas.

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Deve ter vivido um momento contraditório após cruzar a meta: feliz pelo segundo lugar, triste por falhar a primeira posição por dois segundos. Como viveu esse momento em concreto?
Fiquei muito feliz, pois nunca tinha alcançado um resultado tão bom em Quarteira na prova de elite. Mas claro que gostava de ter dado o primeiro lugar aos portugueses e fazer tocar o hino.

Melanie Santos atacou desde o início no Triatlo Internacional de Quarteira

Acredita que “falhou” onde? Onde poderia ter alcançado a vitória?
Ataquei e fui “agressiva” na prova, tomei uma posição e acabei por me desgastar para a corrida. Mas era esta tática que tinha pensado para a prova e, apesar de não ter alcançado a vitória, deu-me bons indicadores para as restantes provas.

O que a suíça Julie Derron falou consigo após o término da corrida?
O bom do triatlo é que, apesar de sermos adversárias, quando a prova acaba, damo-nos todas bem. No final, falamos sobre como correu a prova.

Melanie Santos acreditava que poderia alcançar o triunfo no segmento da corrida
Melanie Santos acreditava que poderia alcançar o triunfo no segmento da corrida

E como foi a sua prova?
Apesar do mar estar bastante mexido e ondulado, fiz uma boa natação, em que consegui sair em terceiro. Acabei por trabalhar e destacar-me com uma espanhola e francesa no segmento da bicicleta, em que trabalhamos para conseguir uma fuga mas acabamos por ser apanhadas na terceira das seis voltas do circuito. A partir daí foi procurar resguardar ao máximo e preparar-me para a corrida, onde também me consegui destacar com uma francesa. Mas nos íamos a controlar muito e acabamos por ser apanhadas pela suíça, que, no sprint final, levou a melhor.

E quando teve a certeza que poderia lutar pela vitória?
Logo quando me destaquei na corrida sabia que podia ser possível lutar pelo triunfo.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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