Melanie Santos espera levar mais vezes o nome de Portugal ao Mundo

O segundo lugar no Triatlo Internacional de Quarteira é um enorme incentivo para Melanie Santos, que já olha para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Para a portuguesa, 2018 servirá principalmente como «um ano de preparação e de uma “implantação” do nome do triatlo português feminino no ranking internacional».

 

O público foi fundamental para a sua performance? Até que ponto foi “carregada” pelas pessoas na rua?
O público foi incansável e ajudou-me na prova toda. Senti uma força extra, principalmente quando fomos apanhadas no segmento da bicicleta e me sentia cansada. Foram eles que me “carregaram”.

Melanie Santos alcançou um enorme resultado no Triatlo Internacional de Quarteira
Melanie Santos alcançou um enorme resultado no Triatlo Internacional de Quarteira

Como a elite vê esta etapa em Quarteira em comparação com as outras etapas da ITU World Triathon Series? O que a elite fala da prova?
Principalmente, é uma prova que muitas vezes serve como teste para as WTS’s.

E acredita que o triatlo de Quarteira é a principal prova de triatlo realizada em Portugal? Porquê?
Sem dúvida alguma, é uma prova internacional, uma prova épica que junta o mar e um circuito muito pequeno em que o público pode assistir a tudo.

Melanie Santos já sonha com Tóquio2020

O que poderia falar do percurso em si, dos três segmentos? Qual a sua opinião para cada um?
Em termos gerais, é uma prova dura. Nunca se consegue prever as condições do mar, apesar de, maioritariamente, ele está bastante mexido e ondulado. Na bicicleta, costuma ter uma subida bastante íngreme e vários retornos. Já a corrida é na calçada da avenida e num falso plano, o que torna uma corrida lenta.

Qual a importância deste segundo lugar para o resto da temporada?
Dá-me confiança e motivação para continuar a treinar para os principais objetivos da época.

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Evidentemente que Tóquio2020 é o seu objetivo final. Como está a ser sua preparação para os Jogos Olímpicos? Este ano é um ano de “descanso” para poder atacar no próximo plano? Como analisa 2018 no seu calendário olímpico?
A qualificação só começa em Maio e por isso estas provas iniciais têm sido de preparação, servem para melhorar os pormenores que me faltam. Este ano, como os dois que se seguem, são muito importantes para o objetivo principal, que são evidentemente os Jogos Olímpicos. Analiso 2018 como um ano de preparação e de uma “implantação” do nome do triatlo português feminino no ranking internacional.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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