Mary Vieira e a sua classificação no Mundial de Trail: «Surpreendi mais do que fui surpreendida»

Com alguma surpresa, mas não para ela própria, Mary Vieira foi a segunda melhor atleta portuguesa no recente Mundial de Trail. Logo na sua primeira participação no evento.

 

Ficou surpresa por ser a segunda portuguesa no Mundial de Trail?
Não, a equipa feminina era muita coesa, qualquer uma de nós podia ser segunda, exceto a Inês, que, se estivesse bem, seria sempre a primeira. Penso que surpreendi mais do que fui surpreendida.

E ficou contente com a sua classificação final?
Sim, muito contente, afinal sou a 31.ª do Mundo!

Mary Vieira causou surpresa no Mundial de Trail
Mary Vieira causou surpresa no Mundial de Trail

Como foi a sua preparação para o Mundial? Foi muito diferente do que está habituada a fazer?
As diferenças foram poucas. Antes da preparação, o meu treinador enviava o plano de treino para cumprir durante a semana e eu ajustava o mesmo conforme a minha disponibilidade profissional. Com o Mundial fez-me o plano diariamente, todos os dias falávamos. Sempre que era possível fazia treino bi-diários.

Que análise faz da sua participação individual?
Muito positiva, fui uma grande surpresa para muitos. Sabia que não era favorita, que não tinha experiência no Endurance e que era a primeira vez que representava Portugal, por isso só tenho de estar feliz e orgulhosa da minha prestação. Fui selecionada no UTAX e muito se escreveu acerca da minha vitória. Foram muitos os que disseram que foi sorte. Felizmente a sorte voltou-me a sorrir no Mundial… Como alguém diz: «A sorte dá muito trabalho!!!»

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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