Mary Vieira: “Inês Marques vai dar muito que falar a nível Mundial”

Mary Vieira, segunda melhor atleta nacional no recente Mundial de Trail, está satisfeita com a sua prestação no Campeonato do Mundo, ao mesmo tempo que acredita que Inês Marques «ainda vai dar muito que falar a nível Mundial».

 

Poderia falar da sua prova em concreto, como foram os 85km?
Foram 85km muito cautelosos. Os primeiros quilómetros eram muito rolantes e só tinha vontade de aumentar a passada. No entanto, controlei-me, pois sabia que iria precisar das forças para o final. Nas subidas, perdia posições com os atletas que utilizavam os bastões, mas voltava a ganhar nas partes rolantes e descidas. Geri muito bem a alimentação e, acima de tudo, terminei a prova com boas sensações.

Mary Vieira recordará para sempre a sua primeira participação num Mundial de Trail
Mary Vieira recordará para sempre a sua primeira participação num Mundial de Trail

E sobre a performance da Inês Marques?
Irrepreensível! É muito trabalhadora, dedicada e, acima de tudo, disciplinada. Ainda vai dar muito que falar a nível Mundial.

O que retira do Mundial?
Uma experiencia para a vida, muito enriquecedora.

Mary Vieira considera o seu resultado no Mundial de Trail como o seu ponto alto na sua carreira

E quais as recordações que ainda hoje recorda?
Recordo os bons momentos passados em equipa e recordo todo o apoio e incentivo nos postos de abastecimento por parte dos portugueses, foram incansáveis. Falo da comitiva e de todos os atletas e familiares espalhados pelo percurso, foram extraordinários.

O que a surpreendeu mais no Mundial? De positivo e de negativo?
Quando vamos pela primeira vez tudo é uma surpresa. Para mim não houve pontos negativos. No entanto, de ano para ano, há sempre coisas a melhorar.

E o que esse resultado representa para a sua carreira?
Representa o ponto mais alto, sem dúvida.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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