Mário Leal: «Quero que o Azores Trail Run continue a deixar marcas nos atletas que nele participam»

Nova prova do Azores Trail Run, a Grande Rota dos Baleeiros «espelha aquilo que o trail running tem de melhor: a possibilidade de unir harmoniosamente desporto, turismo, natureza e cultura», refere o diretor do evento, Mário Leal. Esta é a segunda parte do especial «Um dia nos Açores».

 

Qual o seu grande sonho para o Azores Trail Run?
Quero sobretudo que o evento continue a deixar marcas nos atletas que nele participam, que deixem a ilha satisfeitos, com vontade de voltar e de o aconselhar como um evento a participar, obrigatório no currículo de qualquer atleta.

Onde colocaria o Azores Trail Run no calendário nacional?
Este evento já é uma marca indiscutível no panorama do Trail nacional, com uma grande variedade de provas capazes de desafiar todos os tipos de atletas, desde os iniciantes na modalidade até os atletas com objetivos mais elevados do ponto de vista competitivo.

Sente-se orgulhoso por ter colocado o Açores no calendário do Trail Running? Este é o principal mérito do seu trabalho e da sua equipa?
Sim, esse é sem dúvida um grande motivo de orgulho, para a equipa e para os faialenses e açorianos em geral. Todavia, aquilo que mais deixa esta equipa feliz e orgulhosa é a envolvência de toda a população da ilha do Faial, as centenas de voluntários que colaboram ativamente na organização do evento.

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Este ano, a grande novidade foi a prova de 126 km. O que poderia falar da Grande Rota dos Baleeiros? Porque a necessidade da sua criação e qual foi o feedback dos atletas?
Percebemos que, para tornar este evento mais completo e aliciante para determinado tipo de atletas, fazia falta uma prova com mais de 100 km. Quando começámos a ver como é que ela podia ser estruturada, percebemos que conseguíamos ir muito mais além disso, criando uma prova alicerçada na cultura baleeira do Faial, e dos Açores, passando por locais de grande importância na história desta ilha, que em tempos tinha na caça à baleia uma das atividades de referência da sua economia no século XX. Nasceu assim a Grande Rota dos Baleeiros, que, para nós, espelha na perfeição aquilo que o trail running tem de melhor: a possibilidade de unir harmoniosamente desporto, turismo, natureza e cultura.
Assim, decidimos fazer em 2017 uma espécie de test drive a esta prova, aceitando e convidando apenas um número restrito de participantes para a inaugurar e nos ajudarem a prepará-la para, em 2018, ser aberta à participação geral. Ainda estamos a recolher esse feedback, mas para as opiniões são bastante positivas. O objetivo é, no próximo ano, crescer bastante o número de participantes em relação a este ano.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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