Mário Leal: «Queremos colocar o Azores Trail Run no calendário das grandes provas internacionais»

O Azores Trail Run contou com cerca de 700 atletas oriundos de 23 países. Este ano, a grande novidade foi a Grande Rota dos Baleeiros, uma Ultra Trail de 126 km. Nesta entrevista, que publicaremos ao longo do dia, o diretor do evento, Mário Leal, faz o balanço da presente edição, que não deixou ninguém indiferente. Esta é a primeira de três partes do especial «Um dia nos Açores».

 

Que balanço faz do Azores Trail Run deste ano?
O balanço deste ano é muito positivo, consolidámos o evento e tivemos uma novidade que foi a introdução de uma Ultra com 126 km, a Grande Rota dos Baleeiros, que, embora tendo sido o ano zero, correu muito bem.

E o balanço destes quatro anos? Como explica o êxito da prova em tão pouco tempo?
De facto, o evento tem crescido bastante nos últimos quatro anos, tanto em número de participantes como em nacionalidades presentes. Em 2017 tivemos 23 nacionalidades, o que é muito bom. O êxito da prova deve-se à conjugação de vários fatores, sendo que os principais são, na minha opinião, a extraordinária beleza das paisagens associadas aos dos trilhos, que são também bastante técnicos, desafiantes para os atletas e carregados de valores culturais e ambientais, bem como a grande envolvência da população local, que recebe muito bem quem nos visita.

Como referiu, o Azores Trail Run apresentou este ano 23 nacionalidades. O evento é já hoje uma certeza a nível internacional ou acredita que há ainda um caminho a percorrer?
Temos já alguma projeção a nível internacional e notamos um interesse cada vez maior de atletas de todo o mundo. Queremos colocar este evento no calendário das grandes provas internacionais, nomeadamente em circuitos internacionais de Trail.
No entanto, há ainda muito por fazer, sendo que o grande desafio é conseguir internacionalizar ainda mais o Azores Trail Run, apesar de todos os constrangimentos ao nível de acessibilidades que a ilha do Faial enfrenta. Este ano, por exemplo, semanas antes do evento, já era impossível viajar para o Faial.

As diversas provas tiveram 700 atletas. Qual o limite de participação para o evento, tanto a nível desportivo como logístico, muito devido as condições turísticas do Faial, algo limitada?
A fasquia que colocámos este ano estabeleceu-se precisamente nos 700 atletas. Apesar de existirem muitos constrangimentos ao crescimento do evento, devido às acessibilidades e à própria oferta local no setor turístico, penso que será possível alargar um pouco mais e, quem sabe, estabelecer o milhar como limite máximo de atletas.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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