Luís Semedo: «Vencer a Taça de Portugal foi um dos triunfos mais importantes da minha carreira»

Luís Semedo venceu recentemente a Taça de Portugal de Ultra Trail. Entre hoje e sexta-feira, o representante de Portugal no Mundial 2019 fala sobre as sensações que viveu na prova, as dificuldades que sentiu e o segredo para o êxito, além de outros assuntos.

 

Acredita que alcançou o triunfo mais importante da sua carreira?
Sim, alcancei um dos triunfos mais importantes da minha carreira! É muito bom ser o detentor das Taças de Portugal de Trail e Ultra Trail.

Quando teve a certeza que alcançaria o triunfo?
Só consegui ter a certeza da vitória quando atravessei a linha da meta. Foi uma prova muito renhida, pois estava a competir com excelentes atletas, que me deram luta até ao fim!

E qual a importância desta vitória para a sua carreira?
A importância desta vitória foi não só ganhar a taça de Ultra Trail, mas também o apuramento para o Mundial 2019.

E qual o segredo para o êxito?
Não há nenhum segredo! Apenas treino, esforço-me para conseguir acompanhar os meus colegas de trilhos! Por norma treino 3/4 vezes por semana, mas, claro, tudo dependendo do estado de reação do meu corpo! Tento também competir todos os fins-de-semana, para manter a forma física.

A má condição climatérica acabou por ser benéfica para as características da sua corrida? Ou preferia um tempo “mais ameno”?
Penso que não foi boa nem má! Em algumas zonas senti-me um pouco afetado com o vento e o frio, o que me levou a fazer um esforço maior. Senti-me portanto mais desgastado nessas zonas, por exemplo.

Já tinha corrido em Proença-a-Nova? O que achou do percurso? Ficou surpreso com o que encontrou?
Não, nunca tinha corrido em Proença-a-Nova. Achei que o percurso estava bom! Tinha partes rolantes, partes técnicas e subidas bastante longas, não em termos de inclinação, mas sim de extensão. Não fiquei surpreso, já me tinham falado desta zona e portanto já esperava mais ou menos este tipo de trilhos. No conjunto, destacaria as partes técnicas do percurso, onde passámos ao lado das ribeiras, que eram zonas muito bonitas.

Créditos das fotos:
– Fotos do Zé
– Luís Duarte
– Sports by Paulo Nunes Photography

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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