Luís Semedo: «Depois do km 43 comecei a ter cãibras e desanimei um pouco, pois poderia perder a prova mesmo na reta final»

Bruno Coelho, Tiago Aires, Romeu Gouveia, Pedro Ribeiro, Vitor Cordeiro e Tiago Godinho foram apenas alguns dos nomes que Luís Semedo temeu antes do início da Taça de Portugal de Ultra Trail, que decorreu em Proença-a-Nova. Todos ambicionavam carimbar o passaporte para o Mundial 2019, algo que alcançou Semedo, com enormes dificuldades.

 

Poderia resumir a sua prova? Como foram os 50 km?
Foram 50 km com um ritmo muito elevado. Desde o princípio que procurei impor o ritmo e, sensivelmente a partir do km 6/7, fiquei sozinho, onde consegui ganhar uma vantagem de 2/3 minutos para o grupo que me seguia. A partir do quilómetro 38 senti o corpo a quebrar, mas tentei fazer com que o psicológico não quebrasse também. Depois do km 43 comecei a ter cãibras e ainda desanimei um pouco, pois poderia perder a prova mesmo na reta final. Mas, e apesar de todas as dificuldades, consegui acabar em primeiro.

Luís Semedo na Taça de Portugal
Luís Semedo sofreu na Taça de Portugal

Ficou surpreso com a prestação do Romeu Gouveia, que fez a sua estreia na distância?
Não fiquei surpreso porque sei as qualidades dele e que ele trabalhou muito para conseguir um bom resultado na prova. É um grande atleta, com muita humildade e que tem um grande futuro pela frente!

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Antes da corrida, quais os atletas que mais temia?
Nestas provas todos querem fazer um bom resultado, muitos trabalham para isso, mas os que mais temia era todos grandes atletas, como o Bruno Coelho, o Tiago Aires, o Romeu Gouveia, o Pedro Ribeiro, o Vitor Cordeiro, o Tiago Godinho, entre outros, que queriam conquistar a Taça e o apuramento para o Mundial 2019.

E qual a estratégia que utilizou na prova? “Atacar” desde o início ou aguardar o ataque para a parte final?
Só defini a estratégia ao longo da prova.

Créditos das fotos:
– Fotos do Zé
– Luís Duarte
– Sports by Paulo Nunes Photography

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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