Luís Semedo: « Com tantas provas, o Trail está a ser apenas uma competição»

Campeão da Taça de Portugal de Trail, Luís Semedo defende que o calendário nacional deve ser reestruturado, já que «existem provas a mais», o que acaba por ser «desgastante para os atletas».

 

O calendário do próximo ano foi muito comentado nas redes sociais e por muitos corredores. Qual a sua opinião sobre o assunto?
Na minha opinião, existem provas a mais. Acho que começa a ser demasiado desgastante para os atletas e acaba por não se conseguir juntar os melhores numa prova! Além disso, se houver o azar de uma lesão, acaba por estragar o campeonato todo.

Mas o que é urgente alterar no Trail nacional?
O que é mesmo urgente alterar é o que referi na pergunta anterior: o excesso de provas! O verdadeiro espírito do Trail é o convívio e a entreajuda. Com tantas provas, o Trail está a ser apenas uma competição, que também faz falta, mas de uma forma saudável!

 

Luís Semedo e os seus companheiros de equipa
Luís Semedo e os seus companheiros de equipa

Qual o balanço que faz do seu ano?
Positivo, conseguindo alcançar o terceiro lugar da geral no Campeonato Nacional de Trail e vencendo a Taça de Portugal da Lacatoni.

E os pontos positivos e negativos?
Os pontos positivos foram todas as conquistas que consegui alcançar nas provas que realizei, dando-me os vários bons resultados que obtive. Os pontos negativos foi o facto de não me ter conseguido apurar para a seleção de Trail Running.

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Momento inesquecível do ano?
Sem dúvida alguma, a conquista da Taça de Portugal!

E o que o Trail trouxe para si em 2107?
O Trail deu-me grandes amizades, mas também a possibilidade de conhecer sítios onde nunca tinha ido. Deu-me ainda a possibilidade de elevar o nome do meu clube, o Atletismo Clube Portalegre/UTSM, e do distrito de Portalegre.

Já definiu os planos e desejos para 2018?
Obter o apuramento para a seleção, procurar ganhar o Campeonato de Trail e, acima de tudo, ajudar o meu clube a obter uma boa classificação. Gostaria ainda de agradecer a todas as pessoas que me apoiaram durante esta época, aos meus amigos e familiares e, principalmente, aos meus patrocinadores, que são Francisco Gil – Comércio Auto, Clínica Santa Beatriz, Bancaleiro Trail’s/Bike’s Portalegre, Gémeos Bar, A2EL – Publicidade e Nuno’s Bar.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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