Luis Fernandes: «Percebi no Mundial que há respeito neste desporto»

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No segundo dia da entrevista, Luís Fernandes revela que não se centrou nas sete primeiras posições no Campeonato do Mundo de Skyrunning, referindo que o importante foi defender a oitava posição. O português conta ainda o respeito que todos os atletas tinham pelo espanhol Luis Alberto Hernando, bicampeão da modalidade.

 

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Ainda pensou nas sete primeiras posições ou, pelo contrário, procurou assegurar a oitava posição tendo em vista a ameaça do nono colocado?
O segurar a oitava colocação foi fundamental para o resto da prova, deu-me uma enorme motivação. Nunca cheguei a perceber se levava muita vantagem em relação ao sétimo colocado, por isso foquei-me em controlar os atletas que consegui ultrapassar, tentando assim segurar a posição. O resto viria de acréscimo…

Como foi a relação entre os primeiros colocados?
A relação com os primeiros foi boa. O ritmo não estava muito rápido ao início e dava para manter um grupo numeroso na frente. Por exemplo, numa subida por volta do nono quilómetro, íamos cerca de 30 atletas, mas ninguém ultrapassava o Luis Alberto Hernando, o bicampeão do mundo de Skyrunning. Percebi ali que há respeito neste desporto. Nos últimos 30 quilómetros cheguei a ultrapassar atletas no single track, que se afastavam para poder passar, respeitando quem seguia mais rápido. Isso é muito importante, significa que, na montanha, custa a todos e, quem tiver de chegar à frente, que chegue. Cada um vai no seu ritmo e respeita o ritmo dos outros.

Mas houve entreajuda ou foi cada um por si?
Foi cada um por si. Podemos correr partes dos percursos em conjunto, mas desde que o atleta esteja bem é cada um por si. Claro que, em caso de algum problema, noto que qualquer atleta está disposto a ajudar o outro, é o lema deste desporto. E muito bem!

Conhecia a BUFF Epic Trail?
Só conhecia a BUFF Epic Trail através das imagens do Facebook.

O que poderia falar da prova?
É uma prova dura e exigente, mas com um cenário fantástico, com paisagens muito bonitas, uma prova de 105 km e 8000 m de desnível positivo, à volta do Parque Nacional de Aiguestortes, com muito sobe e desce. Por exemplo: estar a 2500 m de altitude e descer aos 1300 m e voltar a subir, em 8 km, aos 2700 m de atitude… É brutal, uma parte que correu bem e gostei. É uma prova que recomendo a quem gosta de provas com grande desnível, mas que exige uma grande preparação física.

Vai estar no Mundial do Gerês? O que espera?
Vou estar no Mundial do Gêres e darei o meu melhor, tentando levar Portugal o mais à frente possível. É uma prova diferente, mais rápida. Assim sendo, tenho consciência de que será muito mais complicado de conseguir um bom resultado individual. No entanto, por equipas, penso que podemos ir longe, temos um excelente grupo.

E qual a importância para o nosso país de acolher a prova?
É um privilégio para Portugal receber o Campeonato do Mundo de Trail Running, uma grande oportunidade para o turismo do país, sobretudo para a zona do Gêres. Estarão cá mais de 40 seleções, com atletas masculinos e femininos, dirigentes e equipas técnicas, além das suas famílias. Ou seja, é um grande cartaz turístico. As imagens da prova circularão pelo mundo e a maioria vai querer regressar ao local para o conhecer melhor.

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Pedro Alves

Pedro Alves

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