Lucinda Sousa e a sua participação no Mundial: «A minha preocupação foi procurar alcançar uma boa representação tendo em vista o desenvolvimento da modalidade em Portugal»

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Lucinda Sousa, de 44 anos, foi a melhor portuguesa no recente Mundial de Trail Running de França, mesmo sofrendo uma queda nos quilómetros iniciais. Para representar Portugal, que participou pela primeira vez num Campeonato do Mundo da modalidade, abdicou de muitas coisas, tanto a nível pessoal como desportivo, como, por exemplo, não ter participado em abril no MIUT, não defendendo assim o seu título nacional na categoria. Hoje começa «A SEMANA DO MUNDIAL DE TRAIL».

 

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A escolha dos atletas que estiveram presentes no Mundial causou alguma polémica no mundo do Trail. Tem conhecimento de como foi feita a seleção? Se sim, qual a sua opinião sobre o processo de qualificação?
Julgo que os critérios a seguir devem potenciar o melhor de Portugal. Nesse sentido, sou de opinião que, para além do atual modelo, a participação do atleta vencedor do circuito nacional e do campeonato nacional, deverá estar contemplado também critérios que permitam convocar corredores que obtenham bons resultados internacionais. Há que ter em atenção que, quando falamos de provas de longa distância, o atleta participará anualmente de um número reduzido de provas devido ao intervalo de descanso necessário para a sua recuperação, o que incompatibiliza a possibilidade de estar a competir a nível nacional e internacional.

Qual foi para si a importância de ter estado no primeiro Mundial em que Portugal esteve representado?
Representar Portugal criou de imediato uma carga de responsabilidade emocional acrescida comparativamente com qualquer outra prova. Também ter participado neste Mundial gerou um conjunto de outros aspetos adicionais, nomeadamente uma maior incerteza ao nível das melhores práticas e estratégias a implementar para este tipo de prova. A minha preocupação foi procurar alcançar uma boa representação tendo em vista o desenvolvimento da modalidade em Portugal.

Qual o real significado da presença de Portugal no Mundial?
Vários significados. Desde logo a evidência do crescimento da modalidade e das suas estruturas em Portugal, mas também de permitir uma maior visibilidade interna e externa do trail, algo muito importante. Também devemos destacar que esta participação alavanca e estimula a competitividade e a consequente melhoria de desempenho dos atletas.

O que poderia falar sobre os restantes membros da seleção? Como foi o convívio entre vocês?
Bastante positivo. Para mim foi um enorme prazer poder partilhar, não só com a equipa, mas também com toda a comitiva, esta experiência. Foram dias fantásticos! Estou certa de que construímos laços fortes entre nós e que isso só pode ser positivo para todos, sobretudo quando nos encontrarmos além-fronteiras a competir por nós e pelo país.

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Qual foi a estratégia da prova a nível de grupo?
A estratégia foi articulada com a equipa, dirigentes e médico, nomeadamente no apoio a cada atleta nos diferentes postos de abastecimento, tendo sempre em conta que a equipa fosse classificada. Acredito que será importante repensar um número superior de atletas a serem convocados no futuro, já que, se mais algum elemento tivesse desistido, Portugal não seria classificado. Por exemplo, a França tinha o dobro dos atletas…
Até que ponto a não participação de Carlos Sá afetou a performance do grupo?
Carlos Sá era o nosso atleta com maior notabilidade e obviamente a sua presença potenciaria um melhor resultado em termos de equipa. Mas a sua presença, para nós, foi muito importante pela forma como nos motivou, encorajou e nos passou toda a sua experiência.

Quais eram as suas expetativas para a prova?
Neste tipo de prova é sempre imprevisível gerir as expetativas, dado o enorme número de variáveis implícitas. Assim, o meu primeiro grande objetivo era terminar. O resultado final seria uma consequência da melhor gestão de muitos fatores.

 

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Pedro Alves

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