Lucinda Sousa: «Não sentirei mais pressão por pertencer a uma equipa internacional»     

O Trail mundial ficou a saber esta semana que o pelotão da modalidade terá uma nova equipa nas mais diversas provas, a Prozis Trail Running, que conta com dois portugueses, Lucinda Sousa e Nuno Silva. A atleta nacional admitiu que há ainda perguntas por responder em termos de organização estrutural, por exemplo, em relação aos estágios, aos treinos, a relação com o diretor da equipa, que é espanhol, a escolha de provas a correr, etc. No entanto, a confiança de Lucinda Sousa, honrada por fazer parte deste inovador projeto, é notória.

 

Como surgiu o convite para integrar a Prozis Trail Running?
Já estava ligada à Prozis há cerca de dois anos, com uma parceria que julgo bastante positiva para as duas partes. Nesta modalidade em particular torna-se imperioso o recurso a suplementação, antes, durante e após as provas, sendo que a Prozis dá a melhor resposta a esta exigência.
Inicialmente fui contactada pela Prozis em Portugal, nomeadamente sobre o projeto que estava a ser arquitetado, a criação de uma equipa internacional. Depois falei com o diretor da equipa, Lolo Diez.        

Ficou surpresa com o convite?
Julgo que o convite surgiu naturalmente, fruto da boa relação que já existia anteriormente, mas contudo me honrou imenso.      

Qual a importância de integrar esta equipa internacional para a sua carreira?
Estamos ainda no início da elaboração de um projeto, é o ano zero. Dentro de dias terei uma primeira reunião em Espanha, com o diretor da equipa, bem como com parte dos colegas, onde certamente se desenvolverá e alinhará as principais linhas estratégicas para a equipa.

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E para Portugal?
Julgo que é sempre bom existir atletas em equipas internacionais.

Conhece Nuno Silva? O que poderia falar sobre ele?
Além de lhe reconhecer um enorme potencial, o Nuno Silva é um atleta com quem por vezes partilhei algumas experiências. Certamente que, a partir de agora, articularemos ainda mais tudo aquilo que seja positivo para o resultado de ambos.    

De certo modo, sente algum tipo de pressão por representar o nosso país neste projeto?
Não, de forma alguma! Embora não seja profissional do Trail, sempre estive nesta modalidade com a maior disciplina, dedicação, trabalho e compromisso, pelo que será essa a minha forma de estar. Por isso não sentirei mais pressão por pertencer a uma equipa internacional.     

Concretamente, o que foi pedido aos dois?
Como já referi, estamos a dar os primeiros passos e julgo que existirá todo um processo de linhas orientadoras que será importante sedimentar antes de qualquer pedido de resultados. 

Grande parte da equipa tem membros espanhóis, inclusive o diretor e mentor do projeto. Como será essa relação com os seus novos colegas?
Julgo que será uma relação normal de equipa, onde, nesta primeira fase, o importante será alicerçar o conhecimento mútuo e a partilha de experiências.  

Até onde a Prozis Trail Running poderá chegar?
Muito longe, à semelhança de onde chegou enquanto empresa.

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Acredita que será, em breve, uma das principais equipas da modalidade?
Julgo que vai depender deste ano zero, da sua análise e a partir daí do que quiserem crescer nos próximos anos.

Qual o seu sonho com as cores da Prozis Trail Running?
Não passa por chegar a um ou outro resultado, claro que isso também será importante, mas passará acima de tudo por dignificar enquanto atleta e pessoa a Prozis e constituir sempre, nas mais diversas áreas, uma mais valia para a equipa.

A APRESENTAÇÃO DA EQUIPA

Apresentação oficial da equipa internacional PROZIS TRAIL RUNNING TEAM equiped by Berg Outdoor

Publicado por Prozis Trail Running em Sábado, 11 de Março de 2017

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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