Lorene Bazolo em busca de um recorde nacional que já dura 20 anos

A sportinguista Lorene Bazolo está muito próxima do recorde nacional dos 60 metros, um registo que está na posse de Lucrécia Jardim desde 1998. O registo poderá cair precisamente no Mundial de Pista Coberta, entre 1 e 4 de março, em Birmingham, Inglaterra.

 

Este será o primeiro Mundial de Pista Coberta a vestir a camisola de Portugal, após a sua nacionalização em 2016. Como se sente?
Sim, é o meu primeiro Mundial de Pista Coberta depois da minha naturalização. Sinto-me bem e estou orgulhosa por representar Portugal.

E quais as suas expetativas para o Mundial?
As minhas expetativas para o Mundial é alcançar a meia-final.

Uma presença na final ou um recorde nacional nas meias-finais? O que escolheria?
Uma final é sempre bom e um sonho de qualquer atleta de alto nível. Claro que, se pudesse escolher, escolheria a final. Chegar a final será fazer muito melhor do que o recorde nacional, neste momento de 7s25 (risos).

Lorene Bazolo está confiante para o Mundial de Pista Coberta
Lorene Bazolo está confiante para o Mundial de Pista Coberta

Mas acredita que o recorde nacional de Lucrécia Jardim está próximo de finalmente ser superado?
Sim, acredito que estou próxima do recorde. Tenho 7s27, o recorde é de 7s25… Mas não quero pensar no recorde nacional, quero apenas correr o mais rápido possível e tecnicamente bem. Sei que sairá uma grande marca no fim…

Lorene Bazolo gosta de correr os 60, 100 e 200 metros

Qual o segredo dos 60 metros?
É uma corrida muito rápida e nem dá para respirar. Tens que estar muito concentrada e, tecnicamente, não errar. Não há mais ou menos nos 60 metros, obrigatoriamente tudo tem de estar bem feito.

É também especialista nos 100 metros, detendo inclusive o recorde nacional (11s21). Quais as semelhanças e as diferenças entre as duas especialidades?
Entre os 60 e os 100 metros há uma diferença muito grande ao nível técnico. Nos 60 metros muito depende da aceleração, enquanto nos 100 metros há mais tempo para corrigir algum erro técnico.

E prefere correr qual distância?
Não tenho preferência por alguma em particular. Gosto de correr os 60,100 e 200 metros, apesar de cada distância ter as suas dificuldades.

Que análise faz do seu momento de forma?
Acredito estar na minha melhor forma. Consegui manter a regularidade ao longo da temporada e corri abaixo dos 7s30, algo que nunca tinha alcançado até então.

VEJA AQUI AS ESTATÍSTICAS DO MUNDIAL DE PISTA COBERTA DA IAAF

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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