Triatlo: João Pereira foi eleito o Atleta do Ano na Europa

João Pereira foi escolhido o Atleta do Ano pela União Europeia de Triatlo, uma distinção que causou burburinho na modalidade, já que o português competia com os espanhóis Mario Mola, campeão do Mundial de 2017, e Uxío Abuín Ares, vencedor da Taça do Mundo de Weihai. A verdade é que o próprio atleta admitiu ter ficado surpreso…

 

Ficou surpreso ao ser eleito melhor Atleta do Ano atribuído pela União Europeia de Triatlo?
Fiquei, embora estivesse confiante de que era merecedor por ter conseguido ganhar, num único ano, dois títulos europeus individuais e um coletivo. Mas estava a concorrer contra Uxío Abuín e, principalmente, com o Mario Mola, atleta com grande palmarés no Triatlo.  

João Pereira admitiu que ficou surpreso com o prémio
João Pereira admitiu que ficou surpreso com o prémio

Qual acredita ter sido o momento chave para ter ganho o prémio?
Acredito que o momento chave tenha sido a conquista dos dois títulos de Campeão da Europa, na distância Sprint e na Olímpica. Foram feitos nunca antes conseguidos por nenhum atleta da modalidade.  

Com prémios ou não, João Pereira não se desvia dos seus objetivos no Triatlo

E qual a importância deste prémio para o triatlo nacional?
Espero que bastante importante. Com este prémio conseguimos, não só eu, mas o triatlo nacional, ganhar mérito junto da comunidade triatleta da Europa, mostrando que temos potencial enquanto nação. É também importante para motivar os mais novos, que se identificam comigo e que sonham um dia em conseguir atingir resultados de excelência e fazerem uma carreira de triatletas. Depois, fez com que a comunicação social falasse do Triatlo de modo positivo, o que promove sempre o Triatlo nacional.

E para o João Pereira? Até que ponto estes prémios servem de motivação para os treinos?
É sempre bom ver o nosso trabalho e bons resultados reconhecidos. Claro que não necessitava da distinção de Atleta do Ano para continuar a fazer o trabalho que tenho vindo a fazer, iria fazê-lo de qualquer maneira, já que tenho objetivos elevados e nada me tira desse foco. No entanto, as distinções ou os prémios, quando merecidos, é sempre algo que sabe bem a qualquer pessoa que se esforça para atingir um qualquer objetivo.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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