João Pereira supera uma das suas referências no Triatlo no Prémio Atleta do Ano Europeu

João Pereira foi considerado o Atleta do Ano na Europa. O português superou, por exemplo, a “lenda” Mario Mola, uma das suas referências no Triatlo.

 

Conseguiu superar os espanhóis Mario Mola, campeão do Mundial de 2017, e Uxío Abuín Ares, vencedor da Taça do Mundo de Weihai. O que poderia falar sobre os dois?
Mario Mola é um atleta com um grande palmarés. Compito com ele ao longo do ano nas provas do Campeonato do Mundo e é um atleta com uma grande capacidade de superação em prova. Foi campeão do Mundo em 2016 e 2017.
Uxío Abuín é um atleta com quem não compito tanto, pois o foco dele são a provas do Campeonato da Europa. É um atleta muito rápido e com bons resultados a nível europeu.

Mario Mola é uma instituição no triatlo. O espanhol é uma das suas referências na modalidade? Qual a sua importância para o crescimento da modalidade?
Sim, o Mario Mola é uma das minhas referências na modalidade. É um atleta com uma enorme capacidade de superação e de uma grande simplicidade. O facto de ser bastante simpático e afável com o público contribui para que estes se envolvam com a modalidade, fomentando o seu crescimento. O facto de existir sempre uma luta renhida pelo título do Campeonato do Mundo também faz com que o público se interesse mais pela modalidade.     

Eleição de Atleta do Ano Europeu poderá ter surpreendido o Mundo do Triatlo

Acredita que o seu triunfo surpreendeu o Mundo do Triatlo?
Em parte, talvez. Embora tivesse alcançado consideráveis resultados para arrecadar o prémio, estava a concorrer com um atleta que tinha ganho o Campeonato do Mundo. No entanto, acredito que era um forte concorrente.

E este prémio poderá fazer com que os seus adversários olhem de modo diferente o João Pereira, com um maior respeito?
Felizmente é uma modalidade onde mutuamente todos nos respeitamos, não é o prémio que fará alterar isso.

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Principais objetivos para este ano, depois de ter alcançado o título europeu na distância Sprint e na distância Olímpica em 2017?
Continuar o trabalho que venho a realizar, cheio de garra na perseguição dos bons resultados, e começar um bom início de qualificação olímpica, que arranca já em Maio.

João Pereira já tem os olhos em Tóquio2020
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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