João Oliveira: «O importante é 65% de capacidade psicológica e 35% de capacidade física»

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João Oliveira tem no seu curriculum várias provas de três dígitos, provas que muitos consideram impossíveis de alcançar. A TransPyrenea é uma delas, com um desnível positivo de 65 mil metros. Durante os próximos quatro dias o português vai falar sobre a sua experiência na prova, enquanto Paulo Caparica Grelhas, legionário português que vive em França há 27 anos, faz o mesmo na sexta-feira. Hoje é o primeiro dia d´«A Semana do “Eu corri 866 km e sobrevivi”»

 

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Como teve conhecimento da TransPyrenea?
Tive conhecimento da TransPyrenea através do organizador da prova.

E porque decidiu correr a prova?
Decidi participar pelo desafio da distância e do terreno em que a mesma se iria desenrolar. Ambos no extremo dos limites.

Em concreto, o que o fascina neste tipo de provas?
O que me fascina neste tipo de provas é o desafio dos limites, a vontade de superação e correr com os melhores dos melhores de cada nação.

Para se inscrever na TransPyrenea, o que foi necessário? O que a organização exigia?
Foi necessário fazer uma pré-inscrição de 89 euros e, depois, o pagamento da inscrição, mais de 800 euros. Tivemos de apresentar ainda um atestado médico e o currículo, com experiência em longas distâncias de 3 dígitos.

Como se prepara para uma prova destas caraterísticas? O que é fundamental?
A preparação não fugiu muito das demais provas. Neste tipo de competições, o importante é 65% de capacidade psicológica e 35% de capacidade física. Não importa se estivermos 100% bem em termos físicos. Se algo falha, por exemplo, dores, uma lesão ou nos perdermos, todo o esforço irá atrás, como se fosse uma avalanche, se a moral estiver em baixo, por mais que estejamos bem fisicamente. Sem darmos conta, já estamos fora de prova. A força psicológica é muito importante neste tipo de provas de longa distância.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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