João Oliveira não estava à espera da dureza do ALUT – Algarviana Ultra Trail

Na segunda parte sobre o balanço do ALUT – Algarviana Ultra Trail, Bruno Rodrigues e Germano Magalhães revelam que as palavras que ouviram de João Oliveira após o seu triunfo não são publicáveis, tal a dificuldade que o atleta sentiu para concluir a corrida, que, de 60 participantes, teve apenas 17 finalistas.

 

Qual o retorno que já receberam dos atletas? Tanto os positivos como os negativos?
Até à data não recebemos qualquer retorno menos positivo. O espírito que se viveu no ALUT – Algarviana Ultra Trail foi de muita transparência, verdade, entrega e entreajuda. Quando se vive com esses sentimentos vemos o mundo com outros olhos, noutra frequência. Aprendemos muito com os atletas, aprendemos muito com todas as entidades, aprendemos muito com tudo o que nos tem chegado. Desse aprendizado sairão certamente novas ideias nas próximas edições para nos superarmos em prol dos atletas.

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O vencedor da corrida, João Oliveira, tem uma vasta experiência em provas destas caraterísticas. O que ele falou sobre o ALUT?
Bem, o que o João Oliveira falou quando acabou a prova não podemos escrever. Na escrita não há como por “piii” por cima de certas palavras, mas podemos dizer que não estava à espera da dureza da prova e que utilizou alguns adjetivos para a classificar. Sim, são mesmo esses adjetivos que não podemos escrever…

Organização feliz por dar a conhecer um Algarve desconhecido

E, do vosso ponto de vista, o que mais de positivo teve a prova?
O mais positivo do ALUT – Algarviana Ultra Trail foram as pessoas! As pessoas que, no papel de atletas, tiveram a coragem de se inscrever e participar. As pessoas que os acompanharam para lhes prestar apoio. As pessoas que colaboraram com a organização. As pessoas que nos vieram visitar e ficaram a conhecer uma parte do Algarve que não conheciam. As pessoas, residentes nas aldeias, que passaram a noite à porta de casa para apoiarem os atletas. O mais positivo foram as pessoas! Concluímos a prova com o coração cheio de emoções, emoções transmitidas pelas pessoas!

Portanto, o mais positivo foi o sentimento vivido na prova. E isso, por mais imagens que possamos ver, por mais textos que possamos ler, só quem lá esteve saberá, porque só quem lá esteve viveu em plenitude esses momentos.

E o que inevitavelmente terão de melhorar no próximo ano?
Ainda estamos a tentar assimilar todas as emoções, sentimentos, comentários, partilhas, sugestões, feedbacks, etc. Já tivemos a nossa reunião de briefing, estamos a ultimar relatórios para entregar às diversas entidades. Sabemos que devemos sempre melhorar e inovar, mas, nesta fase, ainda não conseguimos dizer que há algo que inevitavelmente deveremos melhorar porque não identificamos nada que tenha indiscutivelmente corrido menos bem.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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