João Montez: «Quando ouço a palavra Maratona sinto alguns receios»

João Montez confessa que correr uma Maratona nunca foi uma das prioridades da sua vida. Hoje é, juntamente com ter um filho e escrever um livro (já plantou uma árvore…).

 

E agora a Maratona? Já tinha pensado correr a distância?
Confesso que nunca tinha pensado em correr uma Maratona. Não era uma daquelas coisas que faria parte de uma lista pessoal de desejos por cumprir. No momento em que surgiu o convite, ponderei e percebi que este poderia muito bem ser um objetivo a incluir nessa lista. O desafio aliciou-me. Rapidamente passou a ser um item desses mesmos “mandamentos”. Hoje, talvez seja: plantar uma árvore («Feito!»), ter um filho, escrever um livro e…. correr uma Maratona (em contagem decrescente!). 

A Maratona causa um frio na barriga em João Montez
A Maratona causa um frio na barriga em João Montez

Como surgiu o convite para correr a Maratona de Porto?
O convite surge numa fase em que existe um estreitamento da relação que tenho com a marca desportiva ASICS. Creio que foi um bom timing para o lançamento deste desafio. Há muito que opto por um estilo de vida saudável, disciplinado e rigoroso no que toca a treinos diários. É a primeira vez que uma marca com esta dimensão apoia alguém que não é um atleta de alta competição. Trata-se de um reconhecimento latente das minhas capacidades e na importância que o exercício físico tem na minha vida…daí uma aposta como esta! 

O objetivo de João Montez é terminar a Maratona

Quando ouve a palavra Maratona, o que sente?
Um frio na barriga incontrolável. Adrenalina. Alguns receios. Na realidade, um turbilhão de sentimentos que se devem naturalmente à inexperiência, ao facto de ser a minha estreia numa corrida desta dimensão e, claro, às expectativas que tenho vindo a criar desde o dia que aceitei este desafio. Sei que o objetivo sempre foi participar e dar o meu melhor, mas, quando se entra numa coisa destas, a maior conquista será sempre terminar a prova.

Ou seja, o tempo não é a prioridade?
Neste momento não estou preocupado com o tempo. A ideia, desde o início em que decidi aceitar este desafio, seria sempre e acima de e tudo em participar e terminar a prova, em condições. Quero com isto dizer, fisicamente estável, sem desconforto ou lesões. 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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