O IronFarmer que veio do rugby

No Mundo do Triatlo, Ricardo Cabral é conhecido por todos como IronFarmer, já que a agricultura faz parte da sua vida. O epíteto foi criado pela irmã mais nova, mas é Nuno Espanha o grande responsável pela sua permanência na modalidade.

 

Quem é o IronFarmer? Qual a sua história?
O IronFarmer é o Ricardo Cabral, um homem igual a tantos outros, com o seu trabalhado e família mas que gosta de desafios, de se superar e que um dia decidiu fazer um Ironman.

E como surgiu esta alcunha, IronFarmer? Gostou de imediato do epíteto?
Surgiu da ideia mais simples do mundo: quando comecei a fazer a minha preparação para o primeiro Ironman sabia que iria estar mais longe dos amigos e família. Decidi então ir contando como era a minha caminhada no Facebook. A minha irmã mais nova, a Madalena, disse que tínhamos de arranjar um nome. Sendo ela artista, juntou o agricultor e o Ironman e nasceu o que hoje é o IronFarmer.

Acredita que há alguma ligação entre a agricultura e o Ironman?
Nenhuma, penso eu. A não ser coordenar todo o trabalho do campo da melhor forma para poder treinar.

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E é mais fácil trabalhar na agricultura ou treinar para o triatlo?
Sem dúvida que treinar para um triatlo. Agricultura é uma profissão de alto risco, onde podes perder tudo em minutos. Existem muitos fatores que não consegues controlar.

IronFarmer jogou rugby durante 20 anos

Antes do triatlo, tinha alguma ligação com o desporto ou com alguma modalidade em concreto?
Sim, sempre fiz muito desporto, mas numa vertente totalmente oposta ao triatlo. Joguei rugby durante 20 anos, fiz musculação, etc. Sempre gostei muito de desporto.

E como teve contato com o triatlo? Como o triatlo surgiu na sua vida?
Sempre tive uma paixão por esta modalidade, mas não sentia o momento certo de a praticar. Até um dia que decidi preparar-me. A partir daí, tudo fluiu com naturalidade. Mas há uma pessoa que foi fundamental no início desta aventura. Chama-se Nuno Espanha, um grande amigo com quem tenho aprendido muito.

LEIA NA QUINTA-FEIRA A SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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