Inês Jordão vai estar no Europeu da Spartan Race: «Superação é a palavra de ordem»

Inês Jordão vai representar Portugal no Campeonato Europeu da Spartan, modalidade que junta Trail e obstáculos, no próximo dia 16 de setembro, em Andorra. A qualificação foi obtida recentemente na etapa de Barcelona, onde a portuguesa alcançou o quarto lugar da prova, que, ao que tudo indica, finalmente vai passar pelo nosso país em 2018. Hoje, Inês Jordão revela como foi parar a modalidade, enquanto amanhã abordará a sua prova em Barcelona, o que espera do Europeu e o obstáculo que mais detesta de ultrapassar…

 

Para quem não conhece, o que é a Spartan Race?
A Spartan Race é atualmente o maior campeonato de corridas de obstáculos do mundo, com presença em mais de 30 países, com três “Championship Series” nos Estados Unidos, Ásia-Pacífico e Europa. A Spartan pretende receber todo o tipo de atletas e por isso foram criadas quatro categorias distintas: Elite, Competitive, Open e Kids, entre 4e 14 anos. Os eventos apresentam corridas com distâncias variadas em função da capacidade física e dos objetivos dos atletas: Sprint (aproximadamente 8km e 20 obstáculos), Super (aproximadamente 16km e 30 obstáculos), Beast (aproximadamente 23km e 35 obstáculos), Kids e, embora menos comum, Ultra Beast (aproximadamente 42km).

 

 

Qual a principal caraterística destas corridas? “Apenas” os obstáculos?
A dificuldade técnica dos obstáculos numa Spartan Race não é comparável com eventos como o Toughest, Tough Mudder, Tough Viking, etc. A prova combina o Trail com vários obstáculos ao longo do percurso, exigindo capacidade cardiovascular, força e mobilidade. Rastejar por baixo de arame farpado, carregar sacos de areia, correntes, subir cordas, paredes de escalada, saltar muros, lançar seta, slackline são apenas alguns dos obstáculos. No entanto, sempre que não se consegue a sua concretização, o atleta tem de fazer 30 Burpees.

Como foi parar a modalidade? Corria em estrada? Fazia Trail? Poderia resumir a sua vida desportiva?
A verdade é que me desinteressava rapidamente de tudo o que fazia. Recordo que frequentava aulas de grupo num ginásio e cheguei inclusive a ter um personal trainer, mas isso por si só não me motivava nem produzia resultados. O meu marido foi sempre um grande entusiasta do desporto e um dia sugeriu-me que eu fosse fazer uma Spartan. Comecei por estabelecer objetivos realísticos, ainda assim desafiantes. Entretanto fui evoluindo com muita disciplina e vontade de aprender e foi assim que conquistei o meu primeiro pódio, um terceiro lugar, em 2015, no Beast Barcelona.

 

LEIA TAMBÉM
Samuel Barata: «Estamos um pouco abaixo da Inglaterra a nível de cultura desportiva»

Como é o seu treino básico? Crossfit e corrida, por exemplo? Poderia desvendar um pouco essa parte do trabalho?
Desde dezembro de 2016 que faço parte do Monsanto Running Team. Faço as aulas de OCR no CrossFit Alpha Den, do “coach” Tiago Lousa, e estou inscrita no Go Fit.

Qual a sua postura na Spartan Race? É a sua principal aposta? O que pretende na modalidade?
Superação é a palavra de ordem. Sou uma atleta amadora. Por isso, e dentro das minhas possibilidades, pretendo chegar o mais longe possível no desporto.

Inês Jordão tem uma visão clara do que pretende para a sua vida desportiva
Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

Gostou? Partilhe pelos amigos