Inês Henriques: «Não foi uma decisão nada fácil ter de desistir da prova»

Na semana passada, duas mulheres marcaram o Atletismo nacional. Pela primeira vez em 26 anos, Inês Henriques foi obrigada a desistir de uma prova com a camisola de Portugal, perdendo ao mesmo tempo o recorde do Mundo nos 50 km marcha; já Vera Nunes venceu com alguma surpresa a Wings for Life World Run a nível global. Hoje começa «A Semana Power Girl»…

 

Primeira desistência em 26 anos. Como foi a sua primeira vez?
Sim, é a minha primeira desistência com a camisola de Portugal. Não foi uma decisão nada fácil… Parei aos 28 km, retomei, voltei a parar e retomar. Mas já estava tão desgastada, fraca e com tonturas que não deu para prosseguir. Não tinha realmente condições de continuar.

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E o que significa esta desistência para a atleta Inês Henriques?
Fiquei triste e frustrada por não ter conseguido demonstrar todo o nosso trabalho, embora tenha lutado até ao fim.

Inês Henriques e a equipa portuguesa que esteve presente na China
Inês Henriques e a equipa portuguesa que esteve presente na China

E como geriu a desistência? Conseguiu dormir, por exemplo?
Ainda estou a digerir tudo o que se passou e a procurar explicações para poder futuramente melhorar. Uma das explicações para não estar bem foi, provavelmente, nunca me ter conseguido adaptar ao horário e não ter descansado corretamente antes da competição e depois da mesma, já que também não consegui dormir após a prova.

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Com tantos anos de carreira, imaginou que viveria uma desistência neste preciso momento?
Não!

Pelo que escreveu na sua página do Facebook, irá nos próximos dias analisar a prova, juntamente com a sua equipa técnica. No entanto, e após alguns dias após o dia da prova, já tem alguma noção real do que falhou na preparação?
Nunca fui atleta de dar desculpas para quando falho, mas existem alguns fatores que não conseguimos controlar e que podem ter originado o meu mal-estar e desgaste, como a falta de descanso por não ter conseguido dormir corretamente. Mas também a alimentação chinesa, por exemplo.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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