Do «Nunca mais corro!» até o 4.º lugar do Ehunmilak Ultra Trail (170 km/D+ 11000)

Rui Pacheco corre Trail desde 2013. A primeira foi o Trail Alqueva 35km, onde os últimos 15km foram feitos a andar e com cãibras. No final, uma certeza: «Nunca mais corro uma prova de Trail». Recentemente terminou a Ehunmilak Ultra Trail (170 km/D+ 11000) na quarta posição…

 

Poderia fazer um pequeno resumo da sua corrida?
Como afirmei, o objetivo passava por melhorar o tempo de 2016, nas minhas melhores previsões tentar entrar na casa das 25h00. O momento-chave foi quando estava no quinto lugar, acompanhado por mais dois bascos, a 20km da meta. Foi quando decidi arrancar e ir à procura do quarto lugar.

Quais foram os momentos mais marcantes da prova?
Sem dúvida alguma foi ter entrado em Beasean com a bandeira de Portugal na mão, ter centenas de pessoas a apoiar e saber que concluiria a prova. Foi algo realemente de especial, principalmente devido ao tempo.

Rui Pacheco na Ehunmilak Ultra Trail
Rui Pacheco terminou a Ehunmilak Ultra Trail em cerca de 24 horas

Ficou surpreso com a sua performance? Como foi correr e verificar que estava próximo do pódio? Ficou surpreso? Acreditava que tal era possível?
Fiquei mais surpreso com o tempo do que com a classificação. Não o imaginava, nem nos meus melhores sonhos. Mas trabalhei para isso e o resultado acaba por ser um reflexo do meu trabalho.

O contato com a Natureza é um dos trunfos do Trail

Há quanto tempo está no Trail? Como começou a sua aventura na modalidade?
Corro há quatro anos. A primeira prova foi o Trail Alqueva 35km. Acabei os últimos 15km a andar, cheio de cãibras e a dizer… «Nunca mais!»

O que tem o Trail de especial? O contato com a Natureza justifica a paixão?
Também poderá ser por aí. O contacto com a natureza torna-se menos massacrante e menos desgastante emocionalmente do que na estrada. Mas também estamos numa aprendizagem constante de como saber gerir uma prova e qual a melhor maneira de nos alimentarmos bem sem termos uma indesejável quebra.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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