Ser lutadora e guerreira na vida são os valores que a filha de Dulce Félix pode retirar da corrida

No regresso aos treinos após ser mãe, Dulce Félix conta com o apoio incondicional de Ricardo Ribas. A atleta do Benfica também agradece o apoio recebido pelo clube encarnado, mas também pelos patrocinadores, que sempre a apoiaram na gravidez.

 

Acredita que voltará a ser a Dulce Félix de antes?
Claro que sim, estou mais motivada do que nunca!

Muitas mulheres adiam o desejo de ser mãe por razões profissionais, principalmente atletas profissionais. Essa decisão é justificável?
Claro que sim, tudo deve ser planeado muito bem. Falo por mim, por exemplo. Pessoalmente represento um clube, tenho patrocínios e fiquei algum tempo sem competir. Felizmente sempre tive o SL Benfica, a Adidas e a Goldnutrition do meu lado, sempre me deram a necessária estabilidade emocional ao renovarem os contratos comigo. Mas acredito que nem todas as mulheres têm e tiveram essa sorte…

Ricardo Ribas e Dulce Félix felizes com o nascimento da pequena Matilde
Ricardo Ribas e Dulce Félix felizes com o nascimento da pequena Matilde

Quais os valores que a corrida poderá transmitir a sua filha?
Ser lutadora e guerreira na vida, como a mãe e o pai.

O pai Ricardo Ribas essencial no regresso de Dulce Félix

E como o Ricardo Ribas está a apoiar esse seu regresso?
O Ribas está a ser um grande apoio nesta fase. Aliás, sempre deu e continua a dar.

E como é o pai Ricardo Ribas?
O Ribas já é pai de uma filha de 9 anos e está novamente a passar por esse papel. É muito atencioso e está sempre presente, a qualquer hora do dia. E faz qualquer tarefa sem nenhum problema.

Qual a primeira medalha que gostaria de entregar a Matilde? Porquê?
Falar em medalhas nesta fase é colocar já uma fasquia muito elevada. Não tenho pressa em lhe entregar medalhas. Nesta fase estou mais atenta às medalhas que ela me oferece dia após dia, da forma diferente que a Matilde interage connosco.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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