Domingos Castro: «Entre Paris e Roterdão, recordo com mais carinho a Maratona de Roterdão»

A chegada da última classificada da Maratona de Roterdão não deixou ninguém indiferente um pouco por todo o Mundo. À espera da atleta estava um português, um dos grandes do Atletismo nacional, Domingos Castro, vencedor da prova há 20 anos, alcançando na altura o melhor tempo do Mundo, concretamente 2h07m51. O português recorda entre hoje e quinta-feira os momentos que viveu na corrida em 1997, a emoção da prova deste ano, a segunda colocação do filho na prova das crianças e a tristeza por Portugal não ter mais grandes nomes da modalidade no masculino, entre outros assuntos.

 

Como surgiu o convite para estar na presente edição da Maratona de Roterdão?
Foi através de um amigo, concretamente o empresário espanhol Miguel Mustaza, que faz parte da organização da Maratona de Roterdão, que surgiu o convite para estar na prova. Como tenho um grupo de amigos de treinos em Angola, resolvemos ir todos juntos numa missão de grande adrenalina. Ver a reação da minha família ao constatarem que o marido e pai tinha sido o herói daquela data foi algo realmente único. O lema da viagem foi o seguinte: “20 anos depois…”

Ficou surpreso com o convite?
Para uma organização ter presente um atleta que venceu a sua Maratona, e há 20 anos, é sempre um privilégio, mas a minha grande surpresa foi o tratamento VIP que recebi, não só eu, mas também a minha família.

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Concretamente, o que aconteceu nos dias em que esteve por lá? Quais as iniciativas que a organização criou para destacar a sua presença?
Um dia antes tive algumas atividades com as crianças, que correram várias provas em que os meus filhos também participaram, concretamente na corrida dos 2,5km. O Bruno foi o segundo classificado, na categoria 10-12 anos.

Poderia falar sobre a sua prova de 1997? Como foi a sua corrida?
Foi uma corrida fantástica, em que inicialmente a organização não tinha grandes condições financeiras para mim. Mas foi uma corrida com uma garra enorme, com a primeira Meia-maratona em 1h05m15 e a segunda parte em 1h02m36. Corri para o melhor tempo do ano na ocasião. Tinham feito 2h07m55 precisamente uma semana antes, em Londres

Qual o momento que recorda ainda hoje?
Que corri muito rápido…

Foi em Roterdão que alcançou o seu melhor tempo na distância. O que a prova tem de especial?
É um percurso plano, com uma organização perfeita e um público mesmo maravilhoso.

Venceu também a prestigiada Maratona de Paris, dois anos antes. Qual a vitória que recorda com mais carinho?
Roterdão, pelo tempo que alcancei e o carinho que recebi.

O percurso da prova continua o mesmo?
Sinceramente, não me apercebi se mudou ou não.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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