Daniel Pinheiro: «A Maratona de Lisboa teria mais a ganhar se alterasse a sua data de realização»

Portugal organiza duas Maratonas no espaço de poucas semanas. Segundo colocado na Maratona do Porto, Daniel Pinheiro acredita que isso não é positivo para o país, defendendo que as organizações devem olhar esse dado com alguma atenção.

 

A Maratona do Porto receberá, finalmente, a distinção bronze da IAAF em 2018. O que precisa melhorar para a prata e o ambicionado ouro?
Será uma distinção importante para a prova, já que vem trazer um selo de qualidade ainda maior ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos. Penso que as bases estão lá, a equipa da RunPorto não fica a dever nada a outras que já têm essas distinções. Agora é continuar o bom trabalho e as distinções chegarão com naturalidade.

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Mais uma vez, como muitos atletas referiram, houve puco público ao longo do trajeto. Como alterar isso do seu ponto de vista?
A cultura desportiva em Portugal, infelizmente, não tem permitido ver as ruas cheias de gente a apoiar os atletas! Embora cada vez se veja mais gente querer a correr e a querer ver Atletismo. No entanto, como referi, nos pontos cruciais da corrida senti um enorme apoio das pessoas que estavam a assistir. Em vários pontos tinha mesmo muita gente!

Compreende que o nosso país tenha duas Maratonas separadas por poucas semanas?
É uma boa questão. Penso que a Maratona de Lisboa teria mais a ganhar se alterasse a sua data de realização. O ideal seria termos uma Maratona no outono (Porto) e outra na Primavera (Lisboa). Mas são questões que só as organizações podem alterar.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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