Daniel Pinheiro satisfeito com a classificação mas não com o tempo na Maratona do Porto

Daniel Pinheiro alcançou recentemente o segundo lugar da Maratona do Porto. Presença assídua da prova, a sua primeira participação aconteceu na oitava edição, quando fez de pacemaker, trabalho que realizou no ano passado para Catarina Ribeiro, por exemplo. Em termos competitivos, em 2012, alcançou 2h25. Cinco anos depois, correu a prova em 2h17, suficiente para alcançar o segundo lugar da corrida.

 

O que destacaria da Maratona do Porto? Qual a sua principal atratividade?
É sem dúvida uma maratona turística. O Porto está na moda e isso também se reflete na quantidade de estrangeiros a participar. As passagens pela Ribeira, Cais de Gaia e ponte D. Luís são espetaculares.

E como definiria o percurso? Complicado, aceitável, etc.?
Como disse anteriormente, o percurso é lindíssimo, embora, para a obtenção de marcas, seja um pouco irregular e muitas vezes ventoso. Diria que é um percurso excelente para nos desafiarmos e apreciar os belos locais por onde passa.

E como foi a sua prova?
Tinha consciência que fisicamente estava bem e que poderia obter um grande resultado. De início sabia que o grupo de portugueses iria tentar correr o máximo de tempo possível junto para depois, numa fase mais avançada da corrida, cada um mostrar ao que vinha. Acabei por ficar sozinho por volta dos 23/24 km. Depois foi tentar manter o meu ritmo e chegar o mais à frente possível na classificação. Apesar de duas pequenas paragens devido a “dor de burro”, fui passando os atletas africanos, até terminar no segundo lugar

Ficou surpreso com a classificação?
Sim! O lote de atletas africanos era grande e de boa qualidade!

E com o tempo?
Muito sinceramente, contava fazer melhor marca e não a classificação que obtive.

Daniel Pinheiro entende “quebra” dos africanos na Maratona do Porto

Fez uma prova de trás para à frente. Essa foi a estratégia inicial?
A estratégia era desgastar o menos possível até meio da corrida e depois tentar manter o ritmo para fazer uma boa marca. A classificação final acabou por ser um excelente prémio a todo o esforço feito durante a segunda parte da corrida.

Ao longo do percurso ficou surpreso com algo?
Conheço bem todo o percurso (treino regularmente nestas estradas). Houve zonas que surpreenderam pela quantidade de pessoas a assistir. É quase impossível que isso aconteça em todo o percurso.

Muitos africanos “quebraram”, algo que não é normal. Qual a sua opinião sobre isso?
Eu até acho normal! Todos os atletas africanos estão aqui com intenção de ganhar e procuram seguir todos o mesmo ritmo. É normal que nem todos aguentem. Muitos desses africanos, por vezes, não estão preparados para a Maratona, embora sejam todos grandes atletas. Isso depois reflete-se no resultado. Entre nós, portugueses, acontece o mesmo!

Qual a importância da prova ter tido dois atletas nacionais no pódio, você e a Salomé Rocha?
É muito importante, pois é uma janela que se abre para nós e para todos aqueles que um dia sonham fazer a Maratona. É sempre bom ver que os atletas portugueses têm valor!

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

Gostou? Partilhe pelos amigos