Cracco: «Pedi pedi para tirar uma fotografia com o João Oliveira»

No último dia d´«A Semana da Concretização de um Sonho», Urbano Cracco, que incompreensivelmente ainda não é patrocinado por nenhuma marca, apesar dos seus reconhecidos resultados a nível mundial, recorda quando conheceu o português João Oliveira, uma das suas referências na modalidade, e como a delegação brasileira e a de Portugal fizeram a festa de Esparta para Atenas, no regresso da Spartathlon. Revela ainda nesta entrevista os seus próximos planos, entre os quais disputar o Mundial 24h.

 

Partilhe pelos amigos e faça um LIKE na nossa página. Obrigado!

 

O Mundial 100 km foi o seu maior feito desportivo?
O campeonato mundial, juntamente com a Spartathlon, foram sem dúvida os meus maiores feitos desportivos.

Tem experiência com o Trail? É mais complicado correr 100 km no asfaltou ou na terra, com os habituais desníveis muito elevados?
Não participo de provas de Trail. Acredito que são provas muito técnicas e o risco de lesão acaba por ser maior. A minha preferência são provas de circuito fechado, como aconteceu em Espanha, com 10 voltas de 10 km. Neste tipo de provas o lado psicológico tem uma influência muito grande pois estamos a correr sempre no mesmo lugar.

Quais são os seus próximos desafios?
Para o ano que vem pretendo participar novamente da Spartathlon e melhorar o meu tempo. O objetivo é alcançar o Top 10. Também pretendo participar no Campeonato do Mundo de 24h, prova que estou melhor preparado.

Spartathlon onde conheceu o português João Oliveira…
Sim, conheci o João Oliveira em Atenas durante o congresso técnico realizado antes da Spartathlon. Ele já era um velho amigo de outros brasileiros. Quando o conheci, disse-lhe que era seu fã e pedi para tirar uma fotografia com ele.
Considero-o um dos grandes atletas do mundo, principalmente por já ter vencido a Spartatlhon e apresentar uma constância muito grande em todas as provas que participa. Corri ao seu lado durante uns 40 km na Grécia. Recordo que, quando pedi a ele se poderia correr ao seu lado, se isso o incomodava, o João disse prontamente que não, que graças a Deus poderia conversar com alguém que entendesse a sua língua durante a prova…
E assim seguimos juntos, eu a perguntar sobre tudo e ele, com enorme paciência, a responder sem problemas as minhas questões. Mostrou-se sempre muito solícito, o tempo todo. Depois cada um foi ao seu ritmo e apenas nos voltamos a ver no autocarro de regresso, de Esparta para Atenas. A verdade é que tanto as delegações do Brasil como a de Portugal causaram alguma bagunça no regresso do autocarro (risos).

Gostaria de deixar uma mensagem?
Gostaria de deixar os meus agradecimentos a Deus e a Nossa Senhora de Aparecida, que sempre me acompanham e me protegem, em todos os momentos, mas também a minha família, aos meus amigos, que me ajudaram nos treinos, a minha namorada, que está sempre ao meu lado, e a toda a comissão técnica da ABU, que realizaram o meu sonho de criança de participar num Campeonato do Mundo.

 

LEIA TAMBÉM:

Cracco: «Os meus principais feitos ocorreram precisamente este ano»

Cinco conselhos fundamentais para correr… 100 km

Precisa de uma estratégia para correr uma prova de 100 km?

Cracco: «Em Espanha vi de perto que os melhores do mundo são de carne e osso, iguais a mim»

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos